Entrei em casa e encontrei Sofia sentada no colchão que eu tinha arrastado pro canto mais protegido do quarto. Ela ainda estava pálida, os olhos marcados pelas noites m*l dormidas e pelas dores que tentava esconder de mim. Quando me viu, deu aquele sorriso fraco… aquele que sempre fingia que estava bem só pra não me preocupar. Fechei a porta atrás de mim com cuidado, conferi se ninguém no beco estava por perto e respirei fundo antes de falar. — Sô… eu tenho notícia. — puxei a cadeira e sentei de frente pra ela. Os dedos dela tremeram imediatamente, como se cada frase minha pudesse decidir o destino dela e daquele bebê. Dá pra sentir o medo dela no ar… ele grudava na pele. — É r**m? — ela perguntou baixinho, encolhendo os ombros, como se já esperasse o pior. — Não. Pelo contrário. — so

