Renata saiu do postinho com o coração apertado e as mãos trêmulas. A enfermeira havia dito que Sofia ainda estava fazendo exames, que estava sedada e só acordaria mais tarde. Fora de risco. Essa frase era a única coisa segurando Renata inteira. Ela encontrou Caíque encostado na moto, olhando para a rua como quem vigia e pensa ao mesmo tempo. Quando a viu, abriu espaço com um movimento silencioso de cabeça. — Ela tá bem? — ele perguntou, a voz firme, mas baixa. — Tá… a enfermeira disse que vai demorar acordar, mas tá fora de perigo — Renata respondeu, respirando fundo. — Então vamo. Imperador quer ouvir isso de você — Caíque disse, gesticulando para ela subir na moto. Renata hesitou por um segundo — nunca tinha ido falar com Imperador diretamente — mas subiu. O vento frio da subida do

