O dia ainda nem tinha clareado direito quando Imperador abriu os olhos. O quarto estava silencioso, só o ar girando preguiçoso no teto, empurrando o ar quente que insistia em ficar mesmo de madrugada. Ele passou a mão no rosto, respirou fundo e ficou alguns segundos parado, encarando o nada. Virou o rosto devagar. Sofia dormia de lado, serena, uma das mãos apoiada sobre a barriga grande - ela dormiu no sofa e ele subiu com ela no colo para o quarto. A camiseta larga subia um pouco, deixando à mostra a curva da gravidez. Imperador sentiu algo estranho apertar no peito — não era medo, nem fraqueza. Era outra coisa. Algo que ele ainda não tinha nome. A bebê mexeu. Um chute leve, quase como um aviso. Ele sorriu de canto, rápido, como se ninguém pudesse ver. Se levantou sem fazer barulho, c

