O posto de saúde do morro ainda dormia quando Debby e Jéssica atravessaram o portão enferrujado. O sol m*l havia subido, mas o calor já se insinuava entre os becos, grudando na pele como uma promessa de dia difícil. Ali dentro, o ar era pesado, parado, misturado ao cheiro de desinfetante barato e cansaço antigo. Debby caminhava na frente. O boné escondia a cabeça raspada à força dias antes, mas não escondia o rancor que queimava por dentro. Cada passo era calculado, cada movimento carregava uma decisão que já tinha sido tomada muito antes de chegar ali. Não havia hesitação. Só objetivo. Jéssica vinha logo atrás, mais inquieta. O reflexo das janelas de vidro devolvia uma imagem que ela ainda não reconhecia como sua. Passava a mão na cabeça quase por reflexo, sentindo a pele exposta, lemb

