A luz fraca da manhã filtrava-se no quarto. Caíque despertou com a prontidão de quem nunca realmente dorme, o instinto de sobrevivência sempre aceso, mas aquela manhã era diferente. A visão de Renata dormindo ao seu lado, a entrega total da noite passada, era sua recompensa. Ele sorriu, um sorriso complexo que misturava a satisfação da posse com a ternura que só ela despertava. Ele havia sido brutal e apaixonado, e ela havia correspondido em igual medida. Ele se moveu cuidadosamente para olha-la. Renata estava de costas, a pele macia sob o lençol. Ele notou as marcas arroxeadas em seu ombro e nuca — os chupões. Ele as tocou com a ponta dos dedos, um toque leve, quase uma carícia, mas que reafirmava o direito que ele tinha sobre ela. Ele olhou para si, vendo os arranhões no próprio c

