OTÁVIO - MARTA

879 Words

Otávio não gostava de depender de ninguém. Menos ainda de esperar. O escritório estava silencioso demais naquela manhã. As cortinas fechadas filtravam a luz do sol, deixando o ambiente num tom acinzentado que combinava com o humor dele. Sentado atrás da mesa ampla de madeira escura, Otávio girava lentamente uma caneta entre os dedos, os olhos fixos no celular virado para baixo, como se pudesse obrigá-lo a vibrar só com a força da vontade. Marta. O nome vinha e ia na cabeça dele como uma batida insistente. Durante meses, acreditara que aquela mulher tinha sumido do mapa — medo, culpa, covardia, pouco importava. O que importava era que ela agora reaparecia como um erro m*l resolvido. Um elo frágil. Uma ameaça. Otávio não levantou a voz, não fez escândalo. Apenas acionou quem precisava.

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