Renata fechou a porta de casa com cuidado, conferindo duas vezes se tinha trancado direito. O sol já começava a cair, mas o calor continuava firme, daquele tipo que grudava na pele e deixava tudo mais lento. Sofia esperava encostada no muro, usando um vestido leve que marcava a barriga já grande. — Pronta? — Renata perguntou, ajeitando a alça da bolsa no ombro. — Pronta — Sofia respondeu com um sorriso cansado. — Só espero que o açaí esteja bem gelado. Renata riu baixo. — Depois de hoje, eu mereço uns dois copos. Elas começaram a descer o morro devagar, respeitando o passo de Sofia. O chão irregular exigia atenção, e Renata fazia questão de andar sempre pelo lado de dentro, como se pudesse proteger a prima só com o corpo. — Vou avisar o Caíque — disse Renata, puxando o celular do bol

