Passaram-se algumas semanas. Era uma noite tranquila, silenciosa, quase serena demais para tudo o que eles já tinham vivido. Davina estava deitada na cama, recostada em travesseiros, os pés inchados apoiados sobre a colcha. O corpo cansado, mas o coração um pouco mais leve. Robert estava de um lado da cama, Marcos do outro. Cada um, em silêncio, massageava um dos pés dela com cuidado, como se aquele gesto simples fosse um acordo silencioso de paz. Davina suspirou, fechando os olhos por um instante, e depois abriu um sorriso lento. — Eu tô gostando de ver vocês dois… — disse, a voz baixa, sincera. — De verdade. O quanto vocês estão se esforçando. Os dois trocaram um olhar rápido, quase automático, carregado de tensão antiga, mas também de algo novo: contenção. Robert foi o primeiro a f

