Era duas da manhã. Davina se levantou da cama devagar, sentindo a barriga mexer e o silêncio da casa pesado. Na varanda, Marcos estava sozinho, segurando um copo de uísque, olhando para o vazio da noite, como se tentasse encontrar respostas nas estrelas. — Amor… — ela chamou baixinho, com um fio de voz. — Por que você está acordado a essa hora? Marcos virou o rosto, um sorriso cansado, mas tenso: — Posso dizer o mesmo, amor. Por que você está acordada? Davina se aproximou dele, os pés descalços tocando o chão frio. Colocou as mãos nos ombros dele e começou a massagear lentamente, tentando aliviar a tensão que sentia no próprio corpo. Ele inclinou a cabeça, pegou a mão dela e a beijou com ternura, mas com aquela intensidade que só um homem profundamente preocupado poderia ter. — Ess

