Nos dias que se seguiram, Davina começou a mudar. Nada brusco. Nada óbvio. Mas Marcos, que conhecia cada gesto dela, percebeu. Ela passou a se levantar mais cedo e se deitar mais tarde. Evitava sentar perto demais no sofá. Quando ele chegava por trás e envolvia sua cintura, ela ficava tensa por um segundo antes de sorrir. Quando ele tentava puxá-la para perto na cama, ela virava de lado. Até que uma noite, ele não aguentou. — Davina… — ele falou baixo, segurando o rosto dela com cuidado. — Você tá estranha. O que foi? Ela desviou o olhar. — Nada, amor… eu só tô cansada. — Cansada não afasta — ele respondeu, com calma, mas firme. — Cansada não evita carinho. Ele tentou beijar o pescoço dela, fazer aquele carinho lento que sempre funcionava. Davina fechou os olhos por um instante… e

