No dia seguinte, Robert estava decidido. Os olhos dele, normalmente tão doces, eram pura fúria. Era como olhar para um homem em guerra. E a guerra era contra quem deu a vida a ele. Ele deceu as escadas, a mandíbula travada, os punhos fechados. Rute estava sentada na sala, tomando chá como se nada tivesse acontecido. Ao vê-lo, sorriu, cínica: — Filho... finalmente veio ver sua mãe? Robert não respondeu.parou diante dela, os olhos dele queimavam. — A partir de hoje — ele disse, a voz baixa, ameaçadora — você está morta para mim. O sorriso dela congelou. — Como é que é? — ela perguntou, sem acreditar. Robert avançou um passo. — Eu sei de tudo, mãe — cuspiu as palavras — Sei do sequestro. Sei dos estupros. Sei do inferno que você jogou a mulher que eu amo! Rute empalideceu, mas l

