Um mês havia se passado desde que Davina e Robert se trancaram no refúgio que chamavam de ninho de amor — semanas intensas de entrega, paixão desenfreada e uma conexão que parecia ter sido selada na pele e na alma. Eles haviam se redescoberto, não só como amantes, mas como parceiros. O toque dele já não carregava mais dúvidas, apenas certeza. E o olhar dela dizia tudo sem precisar de palavras. Desde então, tudo fluía como um rio calmo depois da tempestade. A cumplicidade entre eles era visível até para os funcionários. O amor transbordava nos detalhes — nos bilhetes deixados na mesa de cabeceira, nos toques discretos durante um café rápido, nas mensagens quentes trocadas ao longo do dia. Mas naquela tarde, algo dentro de Davina a fez sair da rotina. Era uma inquietação suave, quase uma i

