De volta ao Brasil, após o sucesso estrondoso em Tóquio, Davina ainda sentia no corpo a vibração da passarela, os aplausos, os flashes. Mas era em casa, ao lado de Robert, que ela verdadeiramente se despia — não apenas das roupas, mas das pressões, do peso de ser quem o mundo admirava. Era uma noite quente. As crianças já dormiam, e a mansão estava em silêncio. Davina caminhava pelos corredores vestindo apenas uma camisola de seda azul-marinho que moldava perfeitamente suas curvas. O brilho em seus olhos não era só do sucesso... era desejo. Robert já a esperava no closet, com a porta do compartimento secreto discretamente entreaberta. Aquele espaço — conhecido apenas por eles — era um mundo à parte: acolchoado com veludo vermelho escuro, espelhos fumês nas paredes, iluminação suave e que

