Os dias continuaram passando de um jeito diferente. Davina acordava mais leve. Às vezes antes de Marcos, às vezes depois, mas quase sempre com aquele mesmo ritual silencioso: ela ficava alguns minutos observando ele dormir, o peito subindo e descendo devagar, a expressão tranquila que ele raramente mostrava ao mundo. Então se aproximava, deixava um beijo demorado no rosto dele, como quem agradece sem palavras. Marcos, por sua vez, passou a cuidar dela em pequenos gestos. Um copo d’água deixado ao lado da cama quando ela enjoava de madrugada. Um casaco colocado sobre os ombros dela quando o tempo esfriava. A mão firme na lombar quando ela caminhava mais devagar por causa da gestação. Eles namoravam no cotidiano. Na cozinha, ele passava por trás dela e abraçava sua cintura enquanto ela m

