porta se fechou atrás de Davina. O silêncio tomou a casa de um jeito quase agressivo. Robert continuou parado no mesmo lugar por longos minutos. O elevador já tinha descido há muito tempo, mas ele ainda conseguia ouvir, na cabeça, a voz dela dizendo “eu não consigo viver sendo apenas cuidada”. Quando finalmente se mexeu, foi devagar. Sentou no sofá. Passou as mãos no rosto. Respirou fundo… e falhou. O choro veio pesado, sem elegância, sem controle. — Eu só queria te proteger… — murmurou sozinho, com a voz quebrada. Ele bateu a mão no próprio peito, frustrado. — Mas eu tô te perdendo. Levantou-se e andou pela casa como um estranho. O quarto deles estava intacto. A cama arrumada demais. O travesseiro dela ainda com o cheiro que ele conhecia de olhos fechados. Sentou na beira da cam

