O relógio marcava quase oito da noite quando Robert finalmente conseguiu escapar da empresa. Ele entrou no carro como quem foge de um incêndio. A cabeça ainda fervia, mas o coração só tinha um destino: ela. Quando chegou em casa, tudo estava silencioso. As luzes estavam baixas, aconchegantes. As crianças já tinham jantado e estavam brincando na sala com as babás. — Oi, senhor Robert — uma delas disse baixinho. — Ela tá no quarto, descansando. Dormiu faz uns vinte minutinhos. Ele apenas assentiu, tirando o blazer devagar, pendurando-o no encosto da cadeira. O cansaço estava no rosto, nos ombros, nos passos… mas à medida que subia a escada, algo nele ia se acalmando. Quando empurrou a porta do quarto, entrou um pouco de luz do corredor. E ali estava ela. Davina dormia de lado, virad

