Cinco dias depois do nascimento do bebê, a casa estava mais silenciosa. Um silêncio diferente. Não era vazio — era cuidado. Davina estava sentada na cama, apoiada por vários travesseiros. O corpo ainda frágil, os olhos cansados, mas o colo cheio. O bebê dormia tranquilo em seus braços, respirando compassado, quente, vivo. Cada suspiro dele era um lembrete de que ela tinha resistido. Marcos estava encostado na lateral da cama, atento a cada movimento. Robert permanecia do outro lado, em pé, braços cruzados, mas o olhar completamente rendido à cena. Davina passou os dedos devagar pelos cabelinhos do bebê e falou, com a voz baixa, quase um sussurro: — Marcos … qual o nome que você escolheu pra ele? Marcos levantou o olhar, surpreso. Um sorriso lento, emocionado, tomou o rosto dele. Ele

