A Itália nos recebeu como um abraço quente. Chegamos em Florença durante o pôr do sol, e era como se o céu tivesse se vestido de gala só para nos receber. O hotel era uma vila antiga, reformada com elegância, rodeada por campos de girassóis e videiras. Parecia que tínhamos entrado num conto de fadas — e eu, por um instante, me permiti esquecer tudo o que doeu. Robert me abraçou por trás assim que entramos no quarto. — Esse lugar é tão você, meu amor… cheio de arte, beleza e alma. Sorri, sentindo seu peito contra minhas costas, sua respiração mansa no meu pescoço. Me virei lentamente e o beijei, com ternura e saudade, como quem reencontra o próprio lar dentro do outro. Naquela noite, jantamos sob um caramanchão iluminado por pequenas luzes penduradas como estrelas. Robert havia reservad

