CAPÍTULO 4

990 Words
Clara Ao acordar no dia seguinte, amanheceu e eu estava com um peso no peito. A noite foi longa para mim, e o sono tinha sido curto, inquieto. Pois sempre lembrava de cada palavra de Lucas em nossa conversa ontem, isso ainda girava em minha mente. - Acha que seu irmão pode me impedir de chegar perto? -Não me importo com o que ele acha. -Vai precisar de forças para o que vem por aí beyb. Eu queria acreditar que o Lucas só estava brincando com aquilo só para me assustar. Mas também sabia que não era esse o caso. E ele provou isso mais rápido do que esperava. ***** Eu entro no trabalho e, assim que me sento em minha mesa, sinto o meu celular vibrar mostrando uma notificação que entrou no meu celular. Lucas Ferraz enviou uma foto pra mim. Meu coração deu um salto. E Com dedos trêmulos, eu abri a imagem. Era foto de um café, era o mesmo café onde eu sempre comprava meu cappuccino antes de ir para o escritório. Ele estava ali. Ele estava me observando. Antes que pudesse reagir, outra mensagem chegou: -Aposto que hoje você escolheu aquele vestido azul que eu adoro. Eu arregalei os olhos, sentindo o estômago revirar de ansiedade. Meu olhar desceu até o meu próprio corpo, e lá estava ele, o vestido azul. O Lucas sabia. Como ele sabia que eu estava usando? O telefone vibrou novamente, mais uma vez . - Não fuja de mim, Clara. Você sabe que é inútil. Eu senti o calor subir pelo meu corpo, e uma mistura de irritação e excitação. Lucas estava jogando comigo, e pior, estava ganhando até agora com a sua Primeira jogada. ***** Mais tarde, quando eu saí para o almoço com uma amiga, ele estava lá no mesmo lugar que eu. Sentado sozinho em uma mesa do restaurante, segurando um copo de uísque como se fosse a coisa mais normal do mundo. Mas não era normal, não para mim. Eu estava sentindo que ele está me seguindo, como eu não sei, tem que ter alguma explicação para isso. E quando ele ergueu os olhos e seguiu o olhar dela como se fosse um imã. Não quando seus lábios se curvaram naquele sorriso lento, perigoso. E quando eu senti um arrepio percorrer meu corpo inteiro, mesmo sem ele ter dito uma única palavra, mas percebi que está, era o Segunda jogada. ***** À noite, eu já estava em casa, achando que finalmente teria paz. Até meu telefone vibrar mais uma vez . - Te assustei ? - O que você quer, Lucas? A resposta foi instantânea. - Já te disse. E você já sabe disso. Ela hesitou. - Você está brincando comigo? Dessa vez, a resposta demorou um pouco mais. Quando veio, fez seu corpo inteiro arrepiar. -Eu não brinco, Clara. Nunca com você. Eu fechei os olhos já sabendo. O jogo começou, e essa é a Terceira Jogada. E eu sabia não tinha como sair dele agora. O jogo de Lucas estava ficando perigoso. E Clara sabia que, mais cedo ou mais tarde, ele iria testar seus limites. Ela só não esperava que fosse tão rápido. ***** No fim da tarde, enquanto eu tentava me concentrar no trabalho, uma nova mensagem de Lucas apareceu na tela do celular, com o Convite Tentador. Lucas Ferraz: Hoje. 21 horas. Te mando o endereço. Eu franzi a testa. Clara:- O que tem hoje? A resposta veio rápida Lucas Ferraz: - Sua primeira provação. O coração dela disparou. Ela não respondeu, mas Lucas sabia que ela viria. Ansiosa, isso é o que me definia no momento. ***** Pontualmente às 21 horas, Clara já estava parada em frente ao local indicado. Um bar exclusivo e sofisticado no centro da cidade, onde as luzes eram baixas e a música preenchia o ar com um ritmo lento e envolvente. Ela hesitou. Isso era uma má ideia, mas decidiu fazer a sua escolha perigosa. Mas então uma mão firme tocou sua cintura. — Achei que fosse fugir. — A voz grave de Lucas fez cada pelo de seu corpo se arrepiar. Ela virou o rosto e encontrou seus olhos escuros, intensos e famintos. — O que é isso, um “teste”, Lucas? Ele sorriu, puxando-a para dentro sem responder. O ambiente era envolvente, o cheiro de uísque e desejo pairava no ar. E então Clara entendeu. Lucas a levou para uma mesa reservada no canto, onde alguns olhares discretos recaíam sobre eles. Ele queria testar sua resistência. Seu autocontrole. Ele queria que ela se rendesse ali. — Quero que fique sentada aqui. — A voz dele era um comando e não saia. — Quero que olhe para mim e controle sua reação, não importa o que aconteça percebeu. — O quê? Lucas não respondeu. Em vez disso, sentou-se em uma poltrona à frente dela, afastado o suficiente para parecer casual, mas perto o bastante para dominá-la com o olhar, como ele sempre faz. E então ele começou o jogo. Pernas afastadas, olhar fixo nela, umedeceu os lábios lentamente. Ele não a tocava. Mas a possuía com os olhos. Clara sentiu o calor subir. Ela estava em público. Pessoas passavam, conversavam, mas tudo parecia distante. A única coisa que existia era Lucas. Ele sabia disso. E estava gostando disso. — Você está bem, pequena? — a voz dele tinha um tom de provocação. Clara engoliu em seco. Ele estava se divertindo com tudo isso. Mas ela não deixaria ele vencer tão fácil. Erguendo o queixo, Clara cruzou as pernas lentamente, prendendo seu olhar. Duas pessoas podiam jogar esse jogo. Lucas sorriu. Mas seus olhos escureceram. — Não sabe no que está se metendo, Clara. Ela sustentou o olhar. — Talvez, mas descobrirei. O sorriso dele desapareceu. E então ela soube, Lucas não gostava de ser desafiado. O primeiro teste já tinha começado, e ela estava se preparando para a fase seguinte, mesmo relutante.
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