Capítulo 02 Jonathan

787 Words
Eu sempre soube que Claire era diferente. Desde o primeiro dia em que ela começou a trabalhar comigo, havia uma tensão entre nós que nunca desaparecia. A maneira como ela falava, como se movia, e até como me olhava de vez em quando — tudo nela me intrigava. Mas ela sempre foi tão profissional, tão focada, que eu nunca pensei em cruzar aquela linha. Por mais que eu quisesse. E eu quis, por mais tempo do que admitiria para mim mesmo. Eu a desejava. Queria vê-la se desfazer sob meu controle, queria ver até onde ela iria para me obedecer. Naquela noite, quando ela me disse que havia visto tudo – eu e minha ex – fiquei surpreso. Não tanto pelo que ela viu, mas porque, depois de tanto tempo, finalmente descobri que Claire também carregava algo por dentro, algo que ela manteve escondido por anos, assim como eu. A submissão dela, a vontade de se render, estava ali, implorando para ser despertada. Quando ela propôs o contrato, soube que não podia deixar passar. Claire estava se oferecendo para mim, da forma mais completa. E eu sempre quis isso, sempre quis ela. Era dia, o escritório estava cheio como sempre. O som dos telefones tocando, o barulho distante das conversas e o som das teclas sendo digitadas. Tudo parecia normal para quem olhasse de fora. Mas hoje era diferente. Claire entrou na minha sala logo pela manhã. Ela estava com o mesmo ar calmo e profissional de sempre, mas eu podia ver em seus olhos que algo tinha mudado. Ela estava nervosa, mas também excitada. E eu também. A maneira como ela caminhava até minha mesa, o leve rubor em seu rosto, me disse tudo o que eu precisava saber. Ela estava pronta para começar o que tínhamos falado na noite anterior. Eu estava pronto também, mais do que ela imaginava. "Feche a porta," eu disse, minha voz soando mais grave do que de costume. Ela obedeceu rapidamente, sem questionar. Isso é o que me excita mais nela – o quanto ela quer isso, o quanto ela está disposta a fazer para me agradar. Quando a porta se fechou, o ambiente mudou. Ficamos isolados do resto do escritório, mas sabíamos que, do lado de fora, tudo continuava. Pessoas andando pelos corredores, reuniões acontecendo, ninguém suspeitando do que estava prestes a acontecer ali dentro. "Você sabe o que vai acontecer agora, não é?" perguntei, levantando-me e caminhando lentamente ao redor da mesa até ficar em frente a ela. Ela assentiu, as mãos um pouco trêmulas, mas os olhos fixos nos meus. Claire estava nervosa, mas também completamente entregue. E eu? Eu estava faminto por ela. "Mostre-me que está pronta," eu disse suavemente. "Tire a blusa." Ela hesitou por um segundo, como se sentisse o peso da situação. Mas então começou a desabotoar a blusa lentamente, cada movimento dela parecia uma eternidade para mim. Eu estava tão perto de finalmente conseguir o que sempre quis, e a ideia de que qualquer um poderia bater na porta a qualquer momento só aumentava o desejo. Quando a blusa caiu no chão, revelando seu sutiã de renda preta, senti uma onda de satisfação me percorrer. Eu sempre soube que Claire tinha esse lado mais ousado. Sempre. Mas ver isso se materializar na minha frente, à luz do dia, no meio de um escritório cheio de pessoas, era algo que eu jamais havia imaginado. Eu me aproximei, roçando meus dedos na pele exposta de sua cintura. Ela estremeceu ao meu toque, e isso só fez meu desejo crescer ainda mais. "Você sabe que pode parar quando quiser," murmurei, minha boca próxima ao seu ouvido. "Mas duvido que você queira." Ela suspirou, a respiração pesada, e eu sabia que ela estava exatamente onde queria estar. Pronta para me obedecer em tudo. Eu a fiz ajoelhar-se na minha frente, sem pressa, observando cada movimento dela. Claire desceu lentamente, os olhos fixos nos meus, até que estava completamente à minha mercê, de joelhos, pronta para o que eu decidisse fazer. No escritório ao lado, eu podia ouvir vozes, o som abafado de uma reunião acontecendo. Eles não faziam ideia do que estava acontecendo a poucos metros dali. E o risco de sermos descobertos só tornava tudo ainda mais excitante. Eu sabia que ela estava pensando nisso também, o perigo, o proibido, e como isso a fazia desejar ainda mais. Passei minha mão pelo cabelo dela, puxando levemente para que ela me olhasse. Seus lábios estavam entreabertos, a respiração ofegante, e eu sabia que ela estava completamente entregue a mim. "Você vai fazer o que eu mandar, Claire?" perguntei, a voz grave. "Sim." ela respondeu, sua voz m*l sendo um sussurro. "Ótimo," respondi, satisfeito. "Então me mostre."
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