Bruna narrando — Continuação da comemoração na Rocinha O som pulsava no peito, mas era o coração quem fazia o tambor mais alto. Eu tava no meio da Rocinha, cercada por tanta gente, tanta energia… e mesmo assim, só via ele. O Tucano. Meu homem. O dono do morro e, agora, dono da minha vida inteira. A homenagem… eu nem sei explicar. Quando ouvi aquele microfone chiando e a voz dele firme começando a falar, minhas pernas tremeram. Não foi medo, foi emoção. Foi amor. E quando ele disse “mãe do herdeiro desse morro”, eu senti uma lágrima escorrer sem vergonha nenhuma. Depois, quando me puxou no meio da laje pra dançar, eu juro: parecia que o tempo parou. Não era funk, não era pagode, era o nosso momento. Eu me senti segura nos braços dele, no meio de um monte de olhares, mas era como se a Roc

