Continuação Tucano narrando A favela tava viva, cheia de música tocando ao fundo, os moleque na contenção cumprimentando, e os olhos tudo virando pra gente. Bruna de cabeça erguida, mas dava pra ver que ela sentia a pressão dos olhares. Só que ela segurava minha mão firme. Ela tava ali comigo. — Aí, chefe! Açaí é no do Nando hoje! — gritou um dos vapores. Fomos direto pra lá. Nando já veio todo simpático: — Eita, olha o casal aí! Tá liberado o especial de leite ninho com paçoca? — Capricha aí, parceiro. É pra rainha — respondi, puxando Bruna pra sentar comigo na mesinha de plástico. A galera olhava, cochichava, mas ninguém dizia p***a nenhuma. Alguns acenavam com respeito, outros só observavam. Bruna tava meio envergonhada, mas quando chegou o açaí e eu dei a primeira colherada na

