Bruna narrando Depois daquele dia especial na casa nova, parecia que a gente tava flutuando. A construção ainda nem tava 100% pronta, mas o essencial já tinha: o amor, o teto e o nosso silêncio de paz. No dia seguinte, enquanto a gente tomava café — eu com pão com ovo e leite, ele só no café preto, encostado no balcão — eu soltei de leve: — Tava pensando… a gente tem que marcar o ultrassom, né? Quero ouvir o coraçãozinho. Ele largou a xícara na hora, me olhando com aquele brilho diferente no olhar. — Tem razão. Já passou da hora. Marca essa p***a logo, quero ver esse neném aí dentro de tu, quero escutar esse coração batendo forte igual o meu quando olho pra tu. Sorri. Era o jeito bruto dele de amar, e eu aprendi a decifrar isso. Peguei o celular, entrei no aplicativo da clínica que C

