A minha vida era normal, tinha amigos, era feliz. Mas, tinha uma vergonha muito grande dentro de mim. Nunca havia ficado com alguém por medo. As minhas amigas sempre contaram sobre como ocorreu a sua primeira vez e eu imagina em como seria a minha, mas era difícil, uma vez que nunca conheci um homem.
A minha família era um pouco complexa, a minha mãe cuidava do nosso lar com muito amor e carinho, meu pai vivia trabalhando e eu ajudava como conseguia.
De uns tempos para cá, a minha linda mãe adoeceu e isso fez com que eu interrompesse meus sonhos para cuidar dela, não me arrependo disso, pois o que importa para mim é passar cada momento com ela e isso eu estava fazendo muito feliz.
— Filha, você se preocupa muito comigo, não precisa ficar dessa forma. — Fala sorrindo.
— Lógico que eu preciso. Quero que a senhora fique sentadinha aí, pois eu vou colocar a sua comida. — Falo sorrindo.
— Filha, seu pai ainda não apareceu, eu fico preocupado com isso e imaginando o que ele está fazendo, pois sinto-o muito misterioso. — Diz a minha mãe preocupada.
— Será que ele voltou a jogar, mamãe? No passado o papai teve problemas com bebidas, drogas e jogos. Eu espero que ele não tenha voltado a esse vício. — Digo sorrindo.
— Eu espero minha menina. — Diz abaixando a cabeça e eu sigo para a cozinha. Passa alguns minutos e o papai chega nervoso.
— Se perguntarem por mim, eu não estou aqui! — Escuto ele falar a minha mãe e fico intrigada com essa reação nervosa dele. Respiro fundo e escuto um disparo, meu coração acelera e corro na direção da sala. Paraliso ao ver um homem auto, tatuado, barbudo e m*l-encarado a minha frente. Ele tinha uma arma apontada para a cabeça do meu pai e rosnava feito um cão raivoso.
— Você brincou com a pessoa errada seu cuzão. Não sabe quem sou eu e o que sou capaz de fazer.
— Calma, Malvadão. Por favor! — Meu pai suplica e eu estremeço.
— Calma, eu não tenho calma, seu filho da p**a. Você me deve e eu quero o dinheiro. — Rosna.
— Por favor, moço! Não faça isso, tenha piedade. — Diz a minha mãe se aproximando dele. O homem era impiedoso e a empurro com uma mão só. Ela bateu a cabeça no chão e eu gritei assustando-o.
— NÃO, minha mãe! — Corro para socorrê-la, mas ela estava desmaiada. Seus olhos queimavam sobre meu corpo e ele questionou.
— Quem é você? — Fingir não ouvir. — Estou perguntando, c*****o? — Questiona puxando o meu cabelo. Ele coloca-me de pé e nossos olhos se cruzam.
— Ela é minha filha. — Meu pai diz e ele sorrir.
— Sua filha? Você tem uma princesa dessa como filha. — Passa a arma no meu corpo e eu sinto nojo.
— Deixa ela em paz! Seu problema é comigo. — Diz meu pai.
— Tenho a solução para nossos problemas. Eu vou falar com vocês! Mato os dois velhos e poupo a princesa. — Diz e eu estremeço.
— Por favor, não mate os meus pais. — Digo chorando.
— Deixa a minha filha em paz, o seu problema é comigo. — Diz meu pai.
— Peguem a garota! — Ordena e os homens seguram meus braços.
— Socorro! Não! — Digo chorando.
— Cala a boca sua vagabunda. — Rosna e estende a arma. Ele atira na cabeça do meu pai e eu estremeço.
— Meu Deus, por favor, não! Meu paizinho. — Digo chorando.
— Cala a boca! — Rosna e atira na cabeça da minha mãe. Aquela cena forte de ver meus pais mortos foi algo muito difícil para mim.
— NÃO! — Grito chorando. — Meu Deus. — Digo nervosa chorando e ele se aproxima cheirando meu pescoço.
— Como você é linda princesa, você será minha, só minha. — Fala e eu estremeço. — Não, me solta por favor! Me deixem em paz! — Debato e ele me dar um tapa na cara.
— Cala a p***a da boca, c*****o! — Rosna e eu deixo as lágrimas caírem. — Você não sabe quem sou, eu não tenho piedade, não sou paciente p***a! Você é gostosa, quero você para mim, só para mim princesa.
— Eu não serei sua. — Falo nervosa.
— Você será minha sua v********a, você será minha. — Rosna e puxa meu cabelo. Ele sai me arrastando e eu choro.
— Por favor, está doendo, você está me machucando. — Digo nervosa.
— Sua vida virou um inferno agora. Eu vu te mostrar com quantos paus se faz uma canoa. — Rosna e me joga em um carro. Fecho meus olhos tentando conter a dor física e a dor que tinha no meu peito pela partida do meus pais. Esse homem é um monstro.
“Meu Deus, estou muito triste com tudo isso, me ajuda, me fortaleça por favor!” ... Peço em silencio enquanto sinto meu corpo se arrancado de dentro do carro.
— Por favor, que lugar é esse? — Pergunto nervosa.
— Vai ficar nesse lugar fedido e fedendo até se acostumar com sua dura realidade. Eu quero que tire a p***a da roupa. Vamos consumar nosso casamento querida. — Diz e eu estremeço.
— Não, por favor! Não me estupre. — Peço nervosa. E ele rasga as minhas roupas.
— Você não tem de querer sua maldita. — Rosna e eu começo a me debater.
— Não, eu não vou me entregar, não quero. Você vai ter que me matar, me mate de uma vez. — Afirmo e ele continua tento. Dar tapas no meu rosto e diz.
— Cala a p***a da boca. — Rosna e nesse momento escutamos os sons de fogos. — Você teve sorte, está tendo invasão no morro e agora eu vou lá resolver, mas quando eu voltar, nos dois seremos marido e mulher. — Diz me suspendendo. — Você é a coisa mais linda que eu já vir na minha vida. — Fala tentando beijar minha boca, mas eu me afasto. — Deixe de ser arrisca sua filha da p**a. — Me empurra no chão e sai deixando-me sozinha.
— Meu Deus, me ajuda por favor! Não deixa esse homem me destruir. — Digo nervosa. — O que eu vou fazer? Como vou me livrar desse homem, desse pesadelo. Ele matou meus pais na minha frente e agora deseja me obrigar a ser sua mulher, eu não quero, não posso! — Digo nervosa para mim mesmo enquanto enxugo as minhas lágrimas. Ele havia rasgado as minhas roupas e eu estava completamente exposta e nua.