Cap.19 Playboy

1163 Words
Desperto sentindo uma dor no meu corpo, um peso diferente. O cheiro forte de melancia vem na minha mente. “— Você realmente é virgem? — Sim, eu sou virgem ou era, não sei mais. — Quer que eu seja seu primeiro? Prometo que vai ser especial. — Eu quero que seja o único homem da minha vida. O único homem, Rafael.” Porra, ela era virgem. Toda aquela p***a de sedução, toda aquela loucura. Ela é maluca, se entregou a mim e eu pensando que era tudo parte de um plano para me enlouquecer e fazer eu perder o foco, mas agora tudo está sem sentindo. Com cuidado tento me levantar e ela se vira pelada para o outro lado. Pego a coberta e enrolo ela, observo seu rosto sereno, o sangue no lenço é a prova de que ela é minha. A Fernanda se entregou de corpo e alma para mim. — Morena, eu sou quebrado, você é forte e está lutando pelo acredita. Você acha que consegue me resgatar. Pensei que depois do sexo essa p***a iria passar, mas agora ta mais forte. — Afirmo e beijo suas costas. — Rafael! — Diz dengosa. — Está cedo, fica ai dormindo. — Falo friamente. — Está bom! — Abre um sorriso, se vira e beija minha boca. — Eu te amo! — Diz e esse bagulho me acera como se fosse um soco no estomago. Saiu do quarto dela e tomo um banho gelado, em seguida visto uma bermuda e uma camisa e saiu de casa seguindo diretamente para a boca. Assim que entro na minha sala me sento e fico olhando para o nada, eu não conseguia me concentrar, não conseguia pensar em nada, só na Fernanda, no sorriso lindo, na p***a da loucura que aconteceu entre nós dois. Eu em nenhum momento acreditei que fosse verdade essa p***a! Essa história que ela falou do Malvadão, eu acreditava que ela era uma armadilha deixada por ele para mim, que deveria brincar com os sentimentos dela do mesmo jeito que ela estava tentando brincar com os meus. — Ou, Playboy, está viajando para onde? — FP me tira do transe em que eu me encontrava. — Tem algo errado, FP! — Falo e ele me olha. — Do que está falando? — Pergunta. — Encontrar uma mulher pelada gritando por socorro no dia da invasão do morro da Coroa, seus longos cabelos e olhos brilhantes. Tentei entender aquela p***a, ela veio com uma história de que os pais dela morreram, que foi sequestrada e quase violentada pelo Malvadão. Eu achei que era mentira, que era uma p***a de uma armadilha e decidir usar isso ao meu favor, mas... — Respiro fundo. — Mas? — Me incentiva a continuar. — Ela começou tímida, parecia depender de mim e ter medo do Malvadão, achei aquela p***a um teatro. Não era possível alguém tão b***a e a p***a da beleza é de outro mundo. — Digo sorrindo. — Você está gostando e tem medo dessa p***a? — FP pergunta. — Eu não estou gostando. Não acredito no amor, mas ela mexe com meu psicológico, p***a! Você acha que ela estava mentindo? Será que ela veio a mando do Malvadão? — Pergunto. — Como eu vou saber se eu nem conheço a garota. — Ele diz. — p***a, ela era virgem. Se entregou a mim de corpo e alma. Sabe a p***a que é saber que eu fui o primeiro dela. Esse bagulho é forte para c*****o. — Dou risada. — Você está fudido, acho que você gosta dela. Pois, matou o Ratão e ele era seu melhor amigo, fez isso por causa dessa garota. Se for uma armadilha do Malvadão, você caiu feito um patinho irmão. — Diz tocando meu ombro. — Ela vai me dizer a p***a da verdade. Eu preciso saber desse c*****o! — Informo. — Vai com calma. — Pedi e eu não escuto. Saiu daquela p***a de lugar e sigo para casa. Subo as escadas de vez e encontro a Fernanda deitada dormindo. Puxo-a pelos pês e arrasto para perto de mim a assustando. — Aí, o que foi? — Pergunta. — Quem é você, o que faz aqui? Ele mandou você vir, quanto ele te deu para que você se deitasse comigo e perdesse a sua virgindade? — Pergunto. — Do que está falando, Rafael? — Se faz de desentendida. — Estou falando a verdade. Ele fez a p***a do trabalho bem feito. Mandou uma virgem. — Digo e ela me olha assustada. — Rafael, você ficou maluco? Eu não estou te entendendo? — Fala confusa. — Quer que eu acredite em você, quer que eu me apaixone para que ele me tenha nas mãos e use você contra mim? Eu vir o mural na salinha. Meus irmãos têm fraquezas, eles precisam se preocupar com os filhos e mulheres. Eu não tenho nada, não tenho ninguém. Você aparece e eu me apaixono, é esse seu jogo? Se fez de pobre coitada, disse que ele matou toda a sua família e me convenceu de uma certa forma a te trazer até aqui, me enlouqueceu e se entregou. Quanto ele te pagou por isso, c*****o? — Pergunto nervoso e ela se afasta de mim. — Eu não acredito no que eu estou ouvindo. Você acha mesmo que eu sou uma qualquer? Que eu iria me vender e me entregar por dinheiro? — Pergunta nervosa. — Sim, eu acredito. Não é possível a sua historinha. Achou que eu iria cair. Confesso que é uma excelente atriz e me comoveu com a história triste da sua família, mas eu não vou cair na sua. — Digo. — Eu sinto muito por mim, sou uma boba. Você teve o que queria. Me entreguei de corpo e alma e agora que estou entregue em suas mãos, você vem com essa historinha de que estou mentindo? Eu não preciso disso, não preciso mentir e nem me vender para ninguém. Tudo o que fiz, foi por sentimento e me odeio por te amar, me odeio por sentia algo por você. Você tem razão, é um monstro, não é diferente do Malvadão e eu não vou deixar nunca mais você tocar no meu corpo. Sua sorte é que eu estou mercê de você, que mesmo com todos esses insultos é melhor do que o inferno que vivi em poucos momentos com o outro monstro, ou talvez, eu esteja errada, pois o Malvadão tem o poder de ferir a minha carne e você tem o poder de ferir a minha alma, meus sentimentos. — Diz nervosa. — Fernanda! Você é real? Me diga se essa p***a é real. De novo a mesma história, não posso cair duas vezes. — Digo tocando o rosto dela. — Do que você está falando? — Pergunta. — Coisa minha, eu espero que você não esteja mentindo quando fala essas coisas. — Toco seu rosto e em seguida me viro saindo do seu quarto.
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