cap 4 - Fernanda

1184 Words
Não pode ser verdade. Como tudo isso foi possível de acontecer comigo? Esse homem é horrível, ele não presta. Matou meus pais e quer me obrigar a ser dele. Eu nunca vou permitir, não posso aceitar que esse homem me toque, por favor, me ajude a lutar, faz ele me matar. A cena da minha mãe, do meu pai morto jogado no chão mexeu profundamente comigo, não sei o que fazer ou como mudar tudo isso, mas eu preciso fugir desse lugar, não sei de que forma vou fazer, mas preciso de uma solução. O Monstro arrancou toda a minha roupa, me agrediu e os fogos no céu me salvaram de um estupro. Não sei até quando vou resistir, não sei o que fiz de r**m para vir para esse lugar. — Meu Deus, a minha mãezinha morreu e eu não tive tempo de curtir o luto, de enterrar, o meu paizinho também está morte. Hoje é o pior dia da minha da minha vida. Como eu vou sobreviver com um monstro que matou os meus pais e quer me violar de qualquer forma. Eu não tenho estomago para esse sofrimento. Por favor, que alguma alma de Deus para me salvar, não vou me entregar tão fácil, eu preciso que Deus me ajude, senhor que ele me mate e acabe com esse sofrimento. — Fico um tempo ali quieta até ver que tinha movimentação, eu escutei vozes e nesse momento comecei a gritar feito louca, essa poderia ser a minha chance de ser livre novamente. Um homem me respondeu e eu assustei-me ao ouvir sua voz. Mas, quando ele arromba a porta, eu paraliso, o homem me olha de cima a baixo e solta um palavrão. Fico sem jeito, meus longos cabelos tampam meus s***s e percebo que estou usando apenas uma calcinha. — Vira, eu estou sem roupa. — Digo nervosa. — c*****o, quem é você? — Pergunta mordendo os lábios. — Eu... eu... — Não consigo responder. — Para de me olhar dessa forma, por favor! — Peço abaixando a cabeça. E ele avança segurando o meu pescoço. Ele me empurra sobre a parede e se coloca a minha frente. — Quem é você? A mulher do Malvadão, a p*****a dele? Ele te deixou para trás. — Ironiza. — Eu não sou nada disso, eu nunca serei a mulher dele. — Digo nervosa. — Você está me machucando. — Deixo uma lágrima molhar meu rosto. — Não seja mentirosa, você é a mulher dele. O que uma mulher tão bonita como você quer com um homem como ele? O que sabe sobre os planos daquele cuzão? — Rosna. — Eu não sei nada, por favor! Me deixe em paz! — Peço e ele aperta ainda mais a mão no meu pescoço. — Você está mentindo. Vai comer o pão que o d***o amassou, você será a isca para o seu maridinho. — Fala me amedrontando. — Pega essa arma que está na sua cintura e me mata. Eu não suporto mais esse sofrimento. Hoje é o pior dia da minha vida. Eu vir os meus pais morrendo, fui obrigada a vir para esse lugar, quase fui estuprada por aquele homem horrível e agora você está aqui dizendo um monte de coisa que eu não sei. — Falo de uma vez e ele solta o meu pescoço. — Como não sabe? — Pergunta pegando a arma dele. — Eu não sei, não conheço esse lugar, não conheço as pessoas que morram aqui. Já fui muito humilhada hoje e tudo o que eu quero é que alguém me mate e acabe com o meu sofrimento, se quiser, pode fazer isso. — Falo de uma vez e ele dar uma gargalhada. — Eu não vou te matar, você é a minha isca, vou te usar. Usar para chegar nele. — Rosna. — Me usar, não percebe? Eu não sou a mulher dele, não tenho nada e nunca terei com aquele homem, eu prefiro morrer a viver com aquele ser desprezível. Ele invadiu a minha casa, matou os meus pais e me trouxe para esse lugar. Aquele homem tentou me estuprar, queria me obrigar. Se não fosse os fogos no céu, ele iria me estuprar, eu nem conseguir chorar a morte dos meus pais, não entende o que estou passando? — Pergunto chorando. — Você está falando a verdade? — Pergunta sério. — Olha para mim, eu estou sem roupa, meu rosto está ferido. Estava presa nesse lugar. Como você consegue pensar que eu tenho algum afeto pelo homem que matou os meus pais? Não tenho afeto nenhum, ele tirou o sentido da minha vida, não tenho animo nenhum para comer. Nem sei o que será de mim de hoje em diante. — Falo nervosa. — Do que tem medo? — Questiona. — Tenho medo dele, não sei se vai voltar para me matar. Não teve piedade da minha mãezinha, ela estava doente. Também não sei quem é você, não sei como me achou, mas eu te agradeço por ter me livrado. — Falo com lágrimas nos olhos. — Você ainda não está livre, se ele te trouxe para esse lugar, matou seus pais e te considerava a mulher, ele iria te colocar como fiel! Esse homem vai voltar para te buscar. — Diz e eu estremeço. — Me mata, dispara o seu revólver na minha cabeça. Eu prefiro morrer agora, não quero ser estuprada, não serei mulher do homem que matou meus pais, por favor, me ajuda. Acaba com o meu sofrimento de uma vez. — Digo com lágrimas nos olhos. — Não vou te matar! — Diz tirando a camisa e eu não pude deixar de notar o seu corpo escultural, as tatuagens no peitoral e no braço, seus cabelos liso caindo sobre a testa. Como ele era bonito. — Ou Rapunzel! — Chama por mim. — Oi! — Digo sem jeito. — Veste a minha camisa. Não cai bem sair pelada por ai. — Fala me deixando sem graça. — Obrigada! — Digo e visto a camisa. — Nossa, ela cai bem em você. — Morde os lábios e eu fico sem graça. Fico completamente vermelha de vergonha e coloco a mão no rosto. — Meu Deus, você pode parar de falar essas coisas? — Pergunto. — Parar, o que? De dizer que eu entendo o Malvadão, que você é uma delícia? — Pergunta. — Meu Deus, você pode parar. — Falo ainda mais sem graça. — Tem vergonha de receber um elogio, fica vermelha igual uma pimenta. — Fala descaradamente. — Eu não sei como agir, mas por favor, me diga o que vai acontecer comigo. — Peço. — Eu decido! — Ele diz e sai da minha frente para que eu passe. Saio de vez e ao chegar ao lado de fora vejo vários homens armados me olhando e um homem morto. Aquela cena era forte demais, era o terceiro corpo da noite, eu estava cansada de tanta dor e sofrimento. As minhas pernas estavam fracas e sem perceber perdi os sentidos e desmaiei nos braços do homem que me salvou.
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