Zilena não teve um bom segundo emcontro com Sónia Salvatore. Lembrou - se do acordo que tinha feito com Damon e o manteria a qualquer custo.
Após verificar a mesa do pequeno-almoço, Zilena estava preparada para receber a família.
Iriam apenas os seus pais que levariam com eles a sua sobrinha Júlia, pois seu irmão e cunhada teriam plantão.

A campainha tocou e Zilena correu para abrir a porta.
Após saudar os pais e dar muitos beijinhos à sua sobrinha, Zilena apresentou a casa para eles que ficaram muito impressionados.
- É linda filha. E muito confortável.
- Obrigada Mamãe.
Já mandei preparar o vosso quarto. E também está tudo adiantado para o churrasco amanhã. Convidei mais algumas pessoas.
- Quem exactamente?
- Amigas do trabalho Mamãe.
E isto inclui a Rita e o Ruca.
- Tudo bem querida. Vai ser um dia divertido.
Comeram e Zilena contou sobre a viagem.
- Mamãe e Papai eu quero contar algo muito sério para vocês.
- Fale filha.
A pequena Júlia estava a ver desenhos animados e não os ouvia.
- Bem! Eu estou namorando.
Ele é um homem maravilhoso e nos amamos muito. Muito mesmo.
- Isso é óptimo querida.
É da empresa?
- Sim Papai. Para falar a verdade ele é o meu Chefe.
- O quê!? Damon Salvatore?
- Sim Papai. Ele mesmo.
- Filha! Se vocês realmente amam - se de verdade, saiba que não temos nais nada a dizer sobre isso. Seja muito feliz.
- A sério Mamãe? Vocês o aceitam?
- É claro que sim. Dá para ver que ele te faz feliz. E nós só queremos a tua felicidade. Não é mesmo meu bem?
- Sim. É claro que sim.
Como pai eu também só desejo a tua felicidade.
- Muito Obrigada aos dois. Mas, a mãe dele me rejeitou.
- Como!? O que ela fez exactamente?
- Ela me humilhou Mamãe.
Foi horrível ouvir aquelas palavras, mas isso não vai me derrubar. Eu não gosto daquela mulher, mas nada vai me impedir de ter ao meu lado o homem que amo.
- Nós entendemos filha. Mas tenha cuidado está bem?
- Eu terei Mamãe. Agora vamos comer. Tenho mais novidades para vocês e claro trouxe presentes.
Algum tempo mais tarde, Zilena estava com a mãe no jardim e observavam a pequena Júlia que brincava.
- Eu desejo muito ter filhos Mamãe. E espero sinceramente que antes disso acontecer, esteja tudo bem com a Sónia.
- Eu entendo querida.
Inevitavelmente ela também será a Avó deles.
- Por isso mesmo desejo que as coisas mudem. Sónia Salvatore não é a melhor pessoa do mundo, mas também é a mãe do homem que amo. Não a podemos afastar para sempre.
- E nem devem fazer isso. Mas, se as coisas chegaram até este ponto, não vai ser nada fácil para ela obter novamente o perdão dos filhos.
- Eu sei. O Damon não quer nem ouvir o nome dela. E por enquanto não vou tocar neste assunto com ele.
- Tia Zilena! A gente pode entrar na piscina hoje?
- Sinto muito querida. Mas só vamos fazer isso amanhã está bem?
- A senhora promete?
- Prometo princesa. Você gostou da sua boneca?
- Muito. É linda demais.
Obrigada Titia.
A menina voltou à sua brincadeira e Zilena seguiu conversando com a mãe.
A noite foi igualmente agradável, mas Zilena ainda sentia um certo desconforto. Não sabia como tinham ficado as coisas com Sónia Salvatore, e temia que Damon fosse o mais afectado pelos acontecimentos.
Antes de dormir, decidiu ligar para ele só parase certificar que estava tudo bem.
- Olá querida.
- Oi meu amor. Como estás?
- Sinceramente não sei. O meu pai saiu de casa e entrou com um pedido de divórcio.
- O quê!? Eu sinto muito meu amor. Você o viu?
- Sim. Ele está aqui em minha casa e muito envergonhado pelo que aconteceu.
- Não há razão para isso.
Está tudo bem.
- Mas não para ele. Será que o posso levar à tua casa amanhã? Ele insiste que quer conversa É contigo querida.
- É claro que podes vir com ele.
Aliás, os meus pais vão gostar muito de o conhecer.
- Obrigado amor. Amanhã estaremos todos juntos.
- Claro que sim. E o que vão fazer em relação à Sónia? Você e o Dean já falaram com ela?
- Não sei o que faremos amor.
O Dean está mais zangado que eu.
Falamos sobre isso amanhã está bem?
- Tudo bem. Mas saiba que seja qual for a vossa decisão, eu e a Rita vamos apoiar.
- Sabemos disso linda.
Até amanhã.
- Até amanhã querido.
Bjos.
Zilena estava preocupada.
Não queria que Damon e Dean ficassem brigados com a mãe, mas ela tinha ido longe demais e precisava de de redimir para obter o perdão dos seus filhos.
Será que isto vai mesmo acontecer tão cedo?
Por outro lado, Sónia permaneceu sozinha em casa. Arthur não atendia as suas ligações nem respondia as mensagens, e até mesmo Ermelinda a tinha deixado sozinha.
Ela pensou em tudo o que havia acontecido e percebeu que escolheu a forma errada de abordar o assunto.
Devia ter deixado o jantar acontecer, e depois com calma poderia ter falado com Dean.
A própria Maria Paula assumiu que Damon não a amava, então não havia motivos para ter exagerado e humilhado Zilena sem sequer dar a ela uma oportunidade para se defender.
Sónia ainda pensava numa solução quando Maria a sua nova governanta anunciou a chegada de Maria Paula.
- Obrigada Maria. Mande ela entrar por favor.
- Sim Senhora. Licença.
- Olá Sónia.
- Olá querida. Senta por favor.
Não te preocupes. O Arthur não está em casa. Ele me deixou.
- O quê? Isto é sério Sónia?
- Claro que sim. O advogado já trouxe os papéis do divórcio.
- Você os assinou?
- Não. Eu não tenho coragem de o fazer. Mas, ele nem sequer fala comigo, então acho que não tenho escolha.
- Eu sinto muito Sónia.
Tudo isso é culpa daquela Zilena.
- Não. Tudo isso é minha culpa. Eu não vou acusar outra pessoa pelos meus erros.
- Mas Sónia...
- Nada de mais. É a verdade.
O Arthur nem teve a oportunidade de a conhecer. Ele me pediu para agir com cuidado, mas eu não o ouvi.
- Tudo bem! E quanto aos rapazes o que vais fazer?
- Nada. Absolutamente nada. Até mesmo a Ermelinda foi embora.
- A Linda!?
- Sim. Ela também me deixou.
Estou cansada Maria Paula. Eu lamento, mas não poderei te ajudar. O Damon é um homem adulto e independente. Não o forçarei a fazer o que não deseja.
- Então! Vais aceitar a Zilena como uma Salvatore?
- Sim eu vou. Não pretendo perder a minha família por causa dos meus preconceitos. Eu amo o meu marido e os meus filhos. Se perder o Arthur eu me mato.
- Tudo bem Sónia.
Faça o que quiseres. Mas eu não vou deixar que ela seja uma Salvatore. Adeus.
Maria Paula saiu e Sónia pegou no telefone fixo. Ligou para o Arthur que atendeu.
- Pois não Sónia?
- Arthur! Meu amor por favor venha conversar comigo. Por Favor.
- Você já tomou uma decisão?
- Sim. Por Favor venha à nossa casa. Está bem?
- Tudo bem. Venho esta noite.
Até logo Sónia.
- Até logo meu amor. Até logo.
Sónia desligou sentindo um pouco de esperança. Sabia exactamente o que devia fazer. Começaria por obter o perdão de Arthur, e depois falaria com os seus filhos e Ermelinda.
Mas será assim tão fácil resolver as coisas? Ou Sónia teria que provar a todos a veracidade do seu arrependimento?
Ela vai mesmo aceitar Ana Rita e Zilena como suas noras?