Capítulo XVI - Determinada

1302 Words
Zilena não teve um bom segundo emcontro com Sónia Salvatore. Lembrou - se do acordo que tinha feito com Damon e o manteria a qualquer custo. Após verificar a mesa do pequeno-almoço, Zilena estava preparada para receber a família. Iriam apenas os seus pais que levariam com eles a sua sobrinha Júlia, pois seu irmão e cunhada teriam plantão.  A campainha tocou e Zilena correu para abrir a porta. Após saudar os pais e dar muitos beijinhos à sua sobrinha, Zilena apresentou a casa para eles que ficaram muito impressionados. - É linda filha. E muito confortável. - Obrigada Mamãe. Já mandei preparar o vosso quarto. E também está tudo adiantado para o churrasco amanhã. Convidei mais algumas pessoas. - Quem exactamente? - Amigas do trabalho Mamãe. E isto inclui a Rita e o Ruca. - Tudo bem querida. Vai ser um dia divertido. Comeram e Zilena contou sobre a viagem. - Mamãe e Papai eu quero contar algo muito sério para vocês. - Fale filha. A pequena Júlia estava a ver desenhos animados e não os ouvia. - Bem! Eu estou namorando. Ele é um homem maravilhoso e nos amamos muito. Muito mesmo. - Isso é óptimo querida. É da empresa? - Sim Papai. Para falar a verdade ele é o meu Chefe. - O quê!? Damon Salvatore? - Sim Papai. Ele mesmo. - Filha! Se vocês realmente amam - se de verdade, saiba que não temos nais nada a dizer sobre isso. Seja muito feliz. - A sério Mamãe? Vocês o aceitam? - É claro que sim. Dá para ver que ele te faz feliz. E nós só queremos a tua felicidade. Não é mesmo meu bem? - Sim. É claro que sim. Como pai eu também só desejo a tua felicidade. - Muito Obrigada aos dois. Mas, a mãe dele me rejeitou. - Como!? O que ela fez exactamente? - Ela me humilhou Mamãe. Foi horrível ouvir aquelas palavras, mas isso não vai me derrubar. Eu não gosto daquela mulher, mas nada vai me impedir de ter ao meu lado o homem que amo. - Nós entendemos filha. Mas tenha cuidado está bem? - Eu terei Mamãe. Agora vamos comer. Tenho mais novidades para vocês e claro trouxe presentes. Algum tempo mais tarde, Zilena estava com a mãe no jardim e observavam a pequena Júlia que brincava. - Eu desejo muito ter filhos Mamãe. E espero sinceramente que antes disso acontecer, esteja tudo bem com a Sónia. - Eu entendo querida. Inevitavelmente ela também será a Avó deles. - Por isso mesmo desejo que as coisas mudem. Sónia Salvatore não é a melhor pessoa do mundo, mas também é a mãe do homem que amo. Não a podemos afastar para sempre. - E nem devem fazer isso. Mas, se as coisas chegaram até este ponto, não vai ser nada fácil para ela obter novamente o perdão dos filhos. - Eu sei. O Damon não quer nem ouvir o nome dela. E por enquanto não vou tocar neste assunto com ele. - Tia Zilena! A gente pode entrar na piscina hoje? - Sinto muito querida. Mas só vamos fazer isso amanhã está bem? - A senhora promete? - Prometo princesa. Você gostou da sua boneca? - Muito. É linda demais. Obrigada Titia. A menina voltou à sua brincadeira e Zilena seguiu conversando com a mãe. A noite foi igualmente agradável, mas Zilena ainda sentia um certo desconforto. Não sabia como tinham ficado as coisas com Sónia Salvatore, e temia que Damon fosse o mais afectado pelos acontecimentos. Antes de dormir, decidiu ligar para ele só parase certificar que estava tudo bem. - Olá querida. - Oi meu amor. Como estás? - Sinceramente não sei. O meu pai saiu de casa e entrou com um pedido de divórcio. - O quê!? Eu sinto muito meu amor. Você o viu? - Sim. Ele está aqui em minha casa e muito envergonhado pelo que aconteceu. - Não há razão para isso. Está tudo bem. - Mas não para ele. Será que o posso levar à tua casa amanhã? Ele insiste que quer conversa É contigo querida. - É claro que podes vir com ele. Aliás, os meus pais vão gostar muito de o conhecer. - Obrigado amor. Amanhã estaremos todos juntos. - Claro que sim. E o que vão fazer em relação à Sónia? Você e o Dean já falaram com ela? - Não sei o que faremos amor. O Dean está mais zangado que eu. Falamos sobre isso amanhã está bem? - Tudo bem. Mas saiba que seja qual for a vossa decisão, eu e a Rita vamos apoiar. - Sabemos disso linda. Até amanhã. - Até amanhã querido. Bjos. Zilena estava preocupada. Não queria que Damon e Dean ficassem brigados com a mãe, mas ela tinha ido longe demais e precisava de de redimir para obter o perdão dos seus filhos. Será que isto vai mesmo acontecer tão cedo? Por outro lado, Sónia permaneceu sozinha em casa. Arthur não atendia as suas ligações nem respondia as mensagens, e até mesmo Ermelinda a tinha deixado sozinha. Ela pensou em tudo o que havia acontecido e percebeu que escolheu a forma errada de abordar o assunto. Devia ter deixado o jantar acontecer, e depois com calma poderia ter falado com Dean. A própria Maria Paula assumiu que Damon não a amava, então não havia motivos para ter exagerado e humilhado Zilena sem sequer dar a ela uma oportunidade para se defender. Sónia ainda pensava numa solução quando Maria a sua nova governanta anunciou a chegada de Maria Paula. - Obrigada Maria. Mande ela entrar por favor. - Sim Senhora. Licença. - Olá Sónia. - Olá querida. Senta por favor. Não te preocupes. O Arthur não está em casa. Ele me deixou. - O quê? Isto é sério Sónia? - Claro que sim. O advogado já trouxe os papéis do divórcio. - Você os assinou? - Não. Eu não tenho coragem de o fazer. Mas, ele nem sequer fala comigo, então acho que não tenho escolha. - Eu sinto muito Sónia. Tudo isso é culpa daquela Zilena. - Não. Tudo isso é minha culpa. Eu não vou acusar outra pessoa pelos meus erros. - Mas Sónia... - Nada de mais. É a verdade. O Arthur nem teve a oportunidade de a conhecer. Ele me pediu para agir com cuidado, mas eu não o ouvi. - Tudo bem! E quanto aos rapazes o que vais fazer? - Nada. Absolutamente nada. Até mesmo a Ermelinda foi embora. - A Linda!? - Sim. Ela também me deixou. Estou cansada Maria Paula. Eu lamento, mas não poderei te ajudar. O Damon é um homem adulto e independente. Não o forçarei a fazer o que não deseja. - Então! Vais aceitar a Zilena como uma Salvatore? - Sim eu vou. Não pretendo perder a minha família por causa dos meus preconceitos. Eu amo o meu marido e os meus filhos. Se perder o Arthur eu me mato. - Tudo bem Sónia. Faça o que quiseres. Mas eu não vou deixar que ela seja uma Salvatore. Adeus. Maria Paula saiu e Sónia pegou no telefone fixo. Ligou para o Arthur que atendeu. - Pois não Sónia? - Arthur! Meu amor por favor venha conversar comigo. Por Favor. - Você já tomou uma decisão? - Sim. Por Favor venha à nossa casa. Está bem? - Tudo bem. Venho esta noite. Até logo Sónia. - Até logo meu amor. Até logo. Sónia desligou sentindo um pouco de esperança. Sabia exactamente o que devia fazer. Começaria por obter o perdão de Arthur, e depois falaria com os seus filhos e Ermelinda. Mas será assim tão fácil resolver as coisas? Ou Sónia teria que provar a todos a veracidade do seu arrependimento? Ela vai mesmo aceitar Ana Rita e Zilena como suas noras?
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