Prólogo

638 Words
Esta é uma obra de ficção. Nomes e personagens são de total imaginação da autora. Qualquer semelhança com nomes, datas e acontecimentos reais, é mera coincidência. LIVRO REGISTRADO Classificação indicativa: +18. Pode conter cenas de: - sexo explícito - palavras de baixo calão - violência ou morte. Queridos leitores, por favor sigam meu perfil para me ajudar a entrar nas listas. *** EPÍGRAFE " Não importa o quão insano você é. Existe sempre alguém para completar a sua insanidade. " Arlequina *** PRÓLOGO ANGELINA 14 ANOS ATRÁS Era de noite e estava chovendo, eu estava brincando em meu quarto com minha boneca que eu tinha ganhado de presente. Era uma linda boneca de porcelana com cabelos vermelhos e olhos azuis, uma roupinha vermelha, escrita com o nome Angelina, o meu nome... Minha mamãe Genevive entrou em meu quarto assustada e me chamou, meio nervosa: - Angelina, vamos filha, temos que viajar agora. Eu era uma criança de 7 anos e não entendia muito bem o que estava acontecendo, ela agia de modo estranho e foi colocando minhas roupas dentro de uma pequena mala, rapidamente e puxando minha mão, para que eu me apressasse. - Ande, meu anjo, vamos! - Mas mamãe, está chovendo! Pra onde vamos uma hora dessas. - indaguei, sem entende-la. - Vamos viajar com seu papai e seremos muito felizes! - Tá bom, mamãe... Na sequencia, vi que meu pai Humberto colocava algumas coisas rapidamente na mala e falava sozinho irritado: - Eu não vou permitir que ele a leve de mim! Não vou! Em seguida, papai me ve e se ajoelha, me olhando com seus lindos olhos azuis e disse: - Vamos fazer uma linda viagem, meu amor... e você conhecerá novas pessoas e será muito feliz... Eu te amo, Angelina, nunca se esqueça disso... - Também te amo, papai... Logo depois, entramos no carro e papai começou a dirigir. Minha mãe segurava em sua coxa, meio nervosa e ficava olhando para o retrovisor a todo momento. Enquanto isso, eu estava no banco de trás, brincando com minha boneca e não percebi quando papai parou num sinal vermelho. Em milésimos de segundos, ouvi um grito de mamãe: - Humberto! O carro!!!!!!!!!!!! Ele vai bater em nós! Aahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Na mesma hora ,um carro avançou na direção oposta e bateu contra nós. Eu me lembro de ter colocado o braço em frente ao meu rosto para me proteger e desmaiei... Alguns dias depois, depois de ter saído do hospital e descoberto que me tornei uma menina orfã, fui encaminhada para um lar adotivo atrás de outro, até que permaneci em um... Um dia, aquele homem apareceu e fez da minha vida uma verdadeira escuridão dolorosa... *** FABRIZZIO 6 ANOS ATRÁS Fazia 2 semanas que eu estava na cidade de Phoenix, nos Estados Unidos, na casa do meu grande amigo descendente de vikings, Taylor Junior e de seu pai, meu velho fornecedor de couro animal. Era aniversário de Taylor e decidi estender minha estadia para poder comemorar seu natalício. Minha esposa, Aurora, havia ficado no Brasil e estava com 7 meses de gravidez. Em mais 2 meses eu me tornaria pai e seria o homem mai feliz do mundo. Entretanto, não foi bem isso que ocorreu... Durante a festa, recebi a ligação de minha avó querida, Ariana. Sua voz estava embargada e então ela me deu a pior notícia que eu poderia esperar: - Fabrizzio, meu netinho, você precisa vir para o Brasil agora! - O que houve, vovó? - A Aurora... - O que tem minha esposa? - Ela... ela não suportou, meu filho... Seu avo e os outros médicos tentaram de tudo! - QUEEEEEE? O QUE ACONTECEU? - perguntei, empalidecendo aos poucos. - A Aurora faleceu, meu neto... e o seu filho, nasceu morto... Depois disso, meu coração se fechou e só restou a escuridão...
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