Akin
Acordo com a Carla deitada no meu peito, acabo sorrindo quando me lembro da noite anterior.
– Daqui a pouco o Uber está chegando, vida.
– Uber para quê? – Carla franze a testa.
– Tô indo pra casa, Bakari e o Dayo já devem ter chegado lá.
– Casa? Pensei que aqui estava se transformando na sua casa — ela me abraça. — Não vai — Carla me pede toda dengosa. Se eu soubesse que em 4 dias uma mulher já estaria me manipulando assim, tinha vindo antes para o Brasil.
Seguro o rosto dela e do beijo, lembro do Uber e cancelo a viagem.
– Se quiser, não vou.
– A gente passou tanto tempo longe e, agora que você está aqui, não quero que vá embora.
— Não vou! — Ela me puxa para um beijo, sinto ser puxado e me deixo levar.
Caio por cima dela na cama.
— Vamos aproveitar cada segundo, amor?
— Vamos, vida!
Essa noite e início de amanhã foram uma maratona pela casa de sexo, palavras de carinho e mais sexo.
Não vou mentir que estou me sentindo assado.
Mas, olhando essa carinha de sapeca dormindo tranquila no meu peito, valeu a pena a noite toda e acabei sorrindo.
Levanto-me devagar da cama e vou ao banheiro tomar um banho. Preciso lavar minhas roupas, já que não posso sair por enquanto.
Assim que a água cai sobre meu corpo, sinto tudo meu arder. Sabia que meu p*u estava todo assado, mas, quando fui olhar no espelho, minha costa estava em carne viva, meus braços estavam bem arranhados, minhas coxas nem se fala, minha barriga e peitoral também estavam bem arranhados.
Escuto um risinho atrás de mim e viro.
— Tava com a caipora essa noite? — Carla ri e entra no banheiro.
– Quem mandou ser o maior gostoso! – ela dá um tapa na minha b***a e vai pro box tomar banho.
— Que ousadia! — Aí mesmo que ela ri. Ela vira de costas e a b***a dela está querendo ficar roxa.
– Também estou marcada.
– Não escutei reclamações.
— Igualmente! — ela sorri e me chama com o dedo.
Vou pro box com ela.
Carla me vira de costas e vai lavando a minha costa devagar.
– Preciso lavar roupa e ir buscar mais roupas em casa.
— Vamos lá, se quiser, posso te emprestar uma cueca — vira-se para ela.
– Cueca?
– Tenho umas aí.
– De quem?
– Minhas, tenho umas box que eu acho que podem dar em você.
– Espera aí, desde quando usa cueca?
– Sempre usei, só não estava usando porque você está aqui.
— Por que usa? — ela começa a lavar o meu peito e braços.
– Como já viu, uso muito vestido e, como tenho as coxas grossas, elas ficam raspando uma na outra, e isso me causa assaduras. Com a cueca, as minhas coxas ficam protegidas. Se molha, molho-me tirando o sabonete.
Faço o mesmo com ela; do mesmo jeito que ela me lava, lavo ela. Foi gostosa essa troca.
Porque com ela coisas simples se tornam tão gostosas, tão boas?
Terminamos o banho e ela me empresta uma cueca. Ficou apertada, mas dá para usar até eu ir pegar mais roupas.
Coloco minha roupa na máquina e ela me diz quanto sabão colocar.
Depois do café, saímos para comprar algumas coisas.
Mas antes deixei o carro dela para fazer a revisão; ainda bem que vou pegar o meu carro no outro dia.
Pegamos um Uber e vamos comprar o que precisava.
– Bom dia, Antônio! – ela chega sorrindo na loja e não gostei nada da cara do homem para ela.
– Oi, Carlinha, como você está?
— Tô bem, e você?
– Também vai querer o sempre?
– Vou sim, e mais algumas coisas.
– Só dizer que já pegou – ela diz o que precisa. – Vai querer saia?
— Não vai ser calça, vai ser pro meu noivo — ela aponta pra mim, e aí que o cara me nota. Ele faz uma cara não muito boa.
– Noivo? Não sabia que estava namorando.
— Ela não tem por que dar satisfação da vida dela — digo com ciúmes, batendo forte. — Ele só faz olhar para mim e revirar os olhos.
— Vou pegar as suas coisas — ele diz e sai.
– Amor?
— Por que ele falou assim com você? — digo e ela sorri.
– Tá com ciúmes, amor?
— Tô sim — ela sorri e me dá um beijo.
– Adorei.
– Por quê?
— Você fica mais lindo com ciúmes!
– Ainda não me respondeu.
– Ele só está sendo gentil, sempre compro aqui as coisas e, quando tem novidades, eles me avisam – respiro fundo e abraço ela.
– Tenho que entender que você é gentil com todos.
— Não é todo mundo, mas tento ser educada.
– Hum.
— Vamos pegar mais coisas! — ela me puxa e vamos escolher algumas coisas; o meu ciúme estava gritando.
Mesmo ficando próximo dela, não gostei do jeito que esse cara falou com ela.
Ela é minha mulher, por que ele estava com tanta i********e com ela?
– Já teve algo ele? – ela me olha.
— Não, por quê?
– muita i********e
– Amor, faz 5 anos que sempre compro aqui as coisas. Os vendedores aqui são eficientes e, quando é um cliente de muito tempo, eles já sabem o que sempre pedem.
— Dona Carla — o cara chama ela e vamos até o balcão. — Só temos calça e camisa tamanho G.
Carla me olha de cima a baixo.
– São largas?
– Sim.
– Então vai dar – ele colocou em cima do balcão um pacote com roupas brancas.
Depois ele coloca mais 4 caixas, que, depois que fui ver, eram velas de 7 dias e mais 5 de 21 dias, charutos, cigarrilhas, outras caixas de velas coloridas, algumas bebidas, mel, algumas essências e umas garrafas.
— O que é isso? — pergunto para Carla, apontando para as garrafas.
– Alguns banhos que você vai ter que tomar – ela vira para ele. – Ervas?
– Só tem secas, vai querer?
— Vou sim, depois passo na feira comprar as frescas.
— Vou pegar — ele vai pela mesma porta. Carla vira para mim, fica me olhando e depois vai para uma vitrine e fica olhando umas imagens pequenas.
— Você tem Ogum, né? — levanto uma sobrancelha. Como ela sabe?
– Tenho
— Ótimo! — o cara volta e coloca alguns saquinhos em cima do balcão. — Quero um Ogum desse e um Bará. — Ele concorda com a cabeça e pega o que ela pediu.
– Mais algumas coisas?
– Por hoje é só.
– Ok, dona Carla, Pix?
– Sim.
– Dinheiro – digo, e os dois me olham.
– Deixa pago, amor. – Só faço olhar para ela; ela dá de ombros e vira o rosto.
Ele passa o valor e é pago.
Pegamos o Uber e voltamos para casa.
— Onde deixo?
– Deixa aqui na sala mesmo, ainda vou separar para levar para a mãe e deixar aqui. – Deixo as coisas na sala.
Me ligam avisando que o carro está pronto.
– Vou buscar teu carro e vou buscar mais roupas.
— Tá bom — ela se aproxima e me abraça. — Ainda tá com ciúmes?
– Tô sim, não gostei da i********e.
– Já te expliquei.
– Eu sei, mas estou com ciúmes – ela segura o meu rosto.
— Amo você.
– Eu sei, mas o ciúme não vai deixar de existir.
– Entendo.
– Já vou lá – dou um beijo nela e saio.
Que ciúmes, desgraçado.