Ciúmes

1296 Words
Akin Acordo com a Carla deitada no meu peito, acabo sorrindo quando me lembro da noite anterior. – Daqui a pouco o Uber está chegando, vida. – Uber para quê? – Carla franze a testa. – Tô indo pra casa, Bakari e o Dayo já devem ter chegado lá. – Casa? Pensei que aqui estava se transformando na sua casa — ela me abraça. — Não vai — Carla me pede toda dengosa. Se eu soubesse que em 4 dias uma mulher já estaria me manipulando assim, tinha vindo antes para o Brasil. Seguro o rosto dela e do beijo, lembro do Uber e cancelo a viagem. – Se quiser, não vou. – A gente passou tanto tempo longe e, agora que você está aqui, não quero que vá embora. — Não vou! — Ela me puxa para um beijo, sinto ser puxado e me deixo levar. Caio por cima dela na cama. — Vamos aproveitar cada segundo, amor? — Vamos, vida! Essa noite e início de amanhã foram uma maratona pela casa de sexo, palavras de carinho e mais sexo. Não vou mentir que estou me sentindo assado. Mas, olhando essa carinha de sapeca dormindo tranquila no meu peito, valeu a pena a noite toda e acabei sorrindo. Levanto-me devagar da cama e vou ao banheiro tomar um banho. Preciso lavar minhas roupas, já que não posso sair por enquanto. Assim que a água cai sobre meu corpo, sinto tudo meu arder. Sabia que meu p*u estava todo assado, mas, quando fui olhar no espelho, minha costa estava em carne viva, meus braços estavam bem arranhados, minhas coxas nem se fala, minha barriga e peitoral também estavam bem arranhados. Escuto um risinho atrás de mim e viro. — Tava com a caipora essa noite? — Carla ri e entra no banheiro. – Quem mandou ser o maior gostoso! – ela dá um tapa na minha b***a e vai pro box tomar banho. — Que ousadia! — Aí mesmo que ela ri. Ela vira de costas e a b***a dela está querendo ficar roxa. – Também estou marcada. – Não escutei reclamações. — Igualmente! — ela sorri e me chama com o dedo. Vou pro box com ela. Carla me vira de costas e vai lavando a minha costa devagar. – Preciso lavar roupa e ir buscar mais roupas em casa. — Vamos lá, se quiser, posso te emprestar uma cueca — vira-se para ela. – Cueca? – Tenho umas aí. – De quem? – Minhas, tenho umas box que eu acho que podem dar em você. – Espera aí, desde quando usa cueca? – Sempre usei, só não estava usando porque você está aqui. — Por que usa? — ela começa a lavar o meu peito e braços. – Como já viu, uso muito vestido e, como tenho as coxas grossas, elas ficam raspando uma na outra, e isso me causa assaduras. Com a cueca, as minhas coxas ficam protegidas. Se molha, molho-me tirando o sabonete. Faço o mesmo com ela; do mesmo jeito que ela me lava, lavo ela. Foi gostosa essa troca. Porque com ela coisas simples se tornam tão gostosas, tão boas? Terminamos o banho e ela me empresta uma cueca. Ficou apertada, mas dá para usar até eu ir pegar mais roupas. Coloco minha roupa na máquina e ela me diz quanto sabão colocar. Depois do café, saímos para comprar algumas coisas. Mas antes deixei o carro dela para fazer a revisão; ainda bem que vou pegar o meu carro no outro dia. Pegamos um Uber e vamos comprar o que precisava. – Bom dia, Antônio! – ela chega sorrindo na loja e não gostei nada da cara do homem para ela. – Oi, Carlinha, como você está? — Tô bem, e você? – Também vai querer o sempre? – Vou sim, e mais algumas coisas. – Só dizer que já pegou – ela diz o que precisa. – Vai querer saia? — Não vai ser calça, vai ser pro meu noivo — ela aponta pra mim, e aí que o cara me nota. Ele faz uma cara não muito boa. – Noivo? Não sabia que estava namorando. — Ela não tem por que dar satisfação da vida dela — digo com ciúmes, batendo forte. — Ele só faz olhar para mim e revirar os olhos. — Vou pegar as suas coisas — ele diz e sai. – Amor? — Por que ele falou assim com você? — digo e ela sorri. – Tá com ciúmes, amor? — Tô sim — ela sorri e me dá um beijo. – Adorei. – Por quê? — Você fica mais lindo com ciúmes! – Ainda não me respondeu. – Ele só está sendo gentil, sempre compro aqui as coisas e, quando tem novidades, eles me avisam – respiro fundo e abraço ela. – Tenho que entender que você é gentil com todos. — Não é todo mundo, mas tento ser educada. – Hum. — Vamos pegar mais coisas! — ela me puxa e vamos escolher algumas coisas; o meu ciúme estava gritando. Mesmo ficando próximo dela, não gostei do jeito que esse cara falou com ela. Ela é minha mulher, por que ele estava com tanta i********e com ela? – Já teve algo ele? – ela me olha. — Não, por quê? – muita i********e – Amor, faz 5 anos que sempre compro aqui as coisas. Os vendedores aqui são eficientes e, quando é um cliente de muito tempo, eles já sabem o que sempre pedem. — Dona Carla — o cara chama ela e vamos até o balcão. — Só temos calça e camisa tamanho G. Carla me olha de cima a baixo. – São largas? – Sim. – Então vai dar – ele colocou em cima do balcão um pacote com roupas brancas. Depois ele coloca mais 4 caixas, que, depois que fui ver, eram velas de 7 dias e mais 5 de 21 dias, charutos, cigarrilhas, outras caixas de velas coloridas, algumas bebidas, mel, algumas essências e umas garrafas. — O que é isso? — pergunto para Carla, apontando para as garrafas. – Alguns banhos que você vai ter que tomar – ela vira para ele. – Ervas? – Só tem secas, vai querer? — Vou sim, depois passo na feira comprar as frescas. — Vou pegar — ele vai pela mesma porta. Carla vira para mim, fica me olhando e depois vai para uma vitrine e fica olhando umas imagens pequenas. — Você tem Ogum, né? — levanto uma sobrancelha. Como ela sabe? – Tenho — Ótimo! — o cara volta e coloca alguns saquinhos em cima do balcão. — Quero um Ogum desse e um Bará. — Ele concorda com a cabeça e pega o que ela pediu. – Mais algumas coisas? – Por hoje é só. – Ok, dona Carla, Pix? – Sim. – Dinheiro – digo, e os dois me olham. – Deixa pago, amor. – Só faço olhar para ela; ela dá de ombros e vira o rosto. Ele passa o valor e é pago. Pegamos o Uber e voltamos para casa. — Onde deixo? – Deixa aqui na sala mesmo, ainda vou separar para levar para a mãe e deixar aqui. – Deixo as coisas na sala. Me ligam avisando que o carro está pronto. – Vou buscar teu carro e vou buscar mais roupas. — Tá bom — ela se aproxima e me abraça. — Ainda tá com ciúmes? – Tô sim, não gostei da i********e. – Já te expliquei. – Eu sei, mas estou com ciúmes – ela segura o meu rosto. — Amo você. – Eu sei, mas o ciúme não vai deixar de existir. – Entendo. – Já vou lá – dou um beijo nela e saio. Que ciúmes, desgraçado.
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