cap 04 me diz você está grávida

935 Words
Melissa . . . Acordei com um cheiro forte nas narinas e me assustei ao abrir os olhos. Vi Diogo com um pano próximo ao meu rosto, do lado da cama onde eu estava deitada, e Amanda me encarando em pé, próxima do Lucas. Fui entendendo o que estava acontecendo: eu tinha desmaiado naquele corredor. Pelo que percebi, ainda estava na casa, mas em algum quarto mais afastado, pois o barulho estava bem fraco. Lucas: — Acordou finalmente, a Bela Adormecida... Amanda se aproximou de mim, preocupada. Amanda: — Amiga, o que houve? Ela segurou meu pulso, verificando os batimentos, e logo disse que estavam normais. Melissa: — Não sei... fiquei tonta e desmaiei. Fechei os olhos sentindo uma pontada na cabeça. Amanda: — Amanhã eu vou te levar ao médico. Já tem uma semana que você tá vomitando e tonta. Diogo nos observava calado no canto do quarto. Melissa: — Não precisa, eu vou ficar bem. Quero ir pra casa, vamos? Me sentei na cama, ajeitando o cabelo. Olhei pra Lucas. Melissa: — Desculpa por não ficar até o fim. Lucas: — Que isso, morena. Relaxa. Melhoras! Ele se aproximou, eu sorri. Ao me levantar, senti uma vertigem e ia cair novamente. Ele me segurou. Lucas: — Opa! Tá bem mesmo, p***a? Me recuperei, assentindo. Diogo (Digão) . . . Observava tudo do canto enquanto a Melissa insistia em ir embora. Se eu não tivesse segurado ela, a mina ia bater de cabeça no chão. Apagou do nada. Me assustei de verdade. Chamei logo a amiga dela. Pelo que entendi, ela tava passando m*l há uma semana: vomitando, tonta… certeza que pegou alguma virose. Não sei por quê, mas fui junto com elas e o 7L até o carro da Melissa, que estava estacionado ali perto. Melissa (gritando): — Mas que p***a! Quem foi o filho da p**a que fez isso com meu carro?! Vi o arranhão na porta. Quis rir, mas me segurei. Amanda (desesperada): — p**a que pariu, teu pai vai te matar! Melissa: — Que bosta de lugar! A vagabunda ainda falou m*l da minha quebrada. Olhando pros lados, toda irritadinha. Bem feito. Sai do Alphaville pra vir falar merda da favela dos outros. Diogo: — Acho melhor voltar pro teu condomínio. Lá não tem “essas coisas”. Ela me olhou com ódio. Melissa: — Já que você é o subdono, por que não educa essa gente? Quem essa patricinha acha que é pra falar assim comigo? Cheguei perto dela, segurei o braço com força e chacoalhei. Diogo: — Olha aqui, sua patricinha de merda. Não vou deixar você falar da minha quebrada assim. Mete o pé você e esse teu carro de madame! Melissa: — Ai, me solta, seu nojento! Ela gritou. Segurei ela mais firme e tirei a arma da cintura. Diogo: — Repete, vagabunda. Sacudi ela de novo. Ela me olhou assustada, vendo a arma apontada. 7L: — Ei, ei, mano! Calma! Amanda entrou na frente tentando separar. Diogo: — Essa granfina tá pensando que tá falando com o pai dela? Parei de falar quando vi a Melissa correndo pro carro, vomitando. Amanda: — Ei, Mel, tá tudo bem? Ela negou com a cabeça, com as mãos na barriga. Amanda: — Vamos pra casa. Consegue dirigir? Ela disse que sim e meteu o pé. Fiquei olhando a direção por onde o carro dela sumiu, com muito ódio. 7L: — Que estranho... acho que essa p***a louca tá prenha. Olhei pra ele que ria, e acabei rindo também. Diogo: — Problema é dela, parça. Voltei com ele e me juntei à tropa, tomando um bom uísque. Mas depois de um tempo, o que o 7L falou ficou martelando na minha cabeça. E se aquela vagabunda estiver grávida? Provavelmente o filho seria meu. Aquela neurose bateu, cortando minha lombra. Fiquei um tempão com aquilo na cabeça. Um filho? Deus me livre. Só de pensar, já me dava raiva. Mas eu ia tirar essa história a limpo amanhã. Se ela estiver grávida mesmo... e for meu... espero que não seja. No dia seguinte... Acordei cedo com a cabeça a mil. O relógio marcava 8 da manhã. Bati uma larica rápido, peguei minha moto e desci o morro até a rua da casa onde Amanda mora com os pais. Vi o seu Rogério e a dona Val parados na porta olhando algo no carro. Parei minha moto logo atrás, chamando atenção dos dois. Diogo: — Fala, seu Rogério. Quero trocar uma ideia com a patricinha que tá na tua casa. Ele olhou pra dona Val de um jeito engraçado. Seu Rogério: — Ela fez algo? Diogo: — Não. Só quero uma palavra com ela. Ele assentiu. Dona Val me chamou pra entrar. Esperei na sala enquanto ela sumia no corredor pra chamar a madame, que provavelmente ainda dormia. Depois de um tempo, ela apareceu com um pijama curto que fez meu p*u latejar e uma carinha de sono. Melissa: — O que você quer? Que garota abusada. Diogo: — Bom dia pra tu também, rica e m*l-educada. Ela bufou, irritada com a alfinetada. Melissa: — Você não merece minha educação. Fala o que tu quer logo. Cruzou os braços cheia de marra. Diogo: — Vou mandar a real, Melissa. E espero que seja honesta comigo. Já falei direto, puto com essa pose dela. Diogo: — Você tá grávida? Ela abriu a boca, depois fechou. Rosto chocado. Melissa: — O quê? Mas que merda é essa?! Diogo: — Isso mesmo que você ouviu, p***a. Tu tá grávida? Segurei ela firme, olhando nos olhos dela. Ela também me encarava, ainda em choque.
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