🔫 NARRAÇÃO: GOLIAS O Tubarão descruzou os braços e deu um passo pra frente, olhando o estado da Júlia, que agora soltava uns estalos com a lÃngua, o corpo todo tremendo num ritmo doentio que chegava a dar nojo. O suor que escorria daquela carcaça já tava com um cheiro quÃmico, um fedor de morte iminente que subia no mormaço do quartinho. — O senhor vai deixar essa p*****a morrer mesmo, patrão? — o Tubarão perguntou, num tom que misturava dúvida com aquela vontade sádica de ver o motor dela fundir de vez na ladeira. — O coração da infeliz tá parecendo uma escola de samba em dia de desfile, daqui a pouco o peito dela rasga e a gente vai ter que carregar o defunto pro valão no meio desse sol de rachar. Olhei praquela carcaça se contorcendo, o suor misturado com rÃmel barato e o sangue das

