O Trono de Ferro e o Orgulho de Porcelana: O Acerto de Contas NARRAÇÃO: GOLIAS Joguei o resto do charuto no chão e esmaguei com o bico da bota, sentindo o sangue ainda fervendo nas veias, latejando em cada tatuagem desse meu corpo blindado. O silêncio na sede tava pesado, uma calmaria sinistra que antecede o tiroteio, mas o meu peito tava numa vibração sinistra. Ter deixado a loira jogada lá no chão frio daquela casa, tremendo igual vara verde depois de sentir o peso do meu braço, foi como um batismo de realidade. O Tubarão me olhava de soslaio, com aquela cara de quem queria rir, mas o moleque conhece o proceder: se desse um pio fora de hora, o pedagogo ia ser no meio da cara pra ele aprender a respeitar o momento do Gigante. — Qual foi, Gigante? — o Tubarão finalmente soltou, ajeitand

