O Herdeiro do Caos: O Veneno no Sangue e a Máscara Rachada NARRAÇÃO: MARCOS O monitor deu um salto frenético, um espasmo eletrônico que disparou um bipe agudo, rítmico e desesperado: bip-bip-bip. Aquele som martelava no meu juízo como se fosse o tambor de guerra da facção do meu antigo morro, despertando instintos que eu enterrei sob camadas de anatomia e ética médica. A Sara deu um tranco violento na maca, o corpo arqueando em uma ponte de dor sob o lençol encardido, os dedos retorcidos tentando agarrar o nada no ar gélido do box. Eu estava ali, debruçado sobre ela, sentindo o hálito quente e ácido da overdose saindo pela válvula do ventilador mecânico, quando o celular no meu bolso vibrou com uma força que quase cortou a eletricidade estática do ambiente. Puxei o aparelho com a mão en

