ðŦ O RITUAL DO GIGANTE: O SACRIFÃCIO DA PRINCESA NO TRONO DE SEDA O silÊncio no banheiro era tÃĢo denso que eu conseguia ouvir o barulho da ÃĄgua transbordando e o estalo do meu prÃģprio juÃzo mandando um sinal de alerta. "Virgem". Aquela palavra ecoava na minha mente como um tiro de fuzil em beco estreito, ricocheteando nas paredes da minha consciÊncia. A patricinha, a doutora de nariz empinado que sempre me olhou como se eu fosse um bicho, um animal perigoso da selva de pedra, tava ali, intocada, guardada como uma joia de vitrine que nunca viu a luz do sol, me pedindo pra ser o primeiro a profanar aquele altar de pele branca. Eu tava travado na banheira, a ÃĄgua gelada encharcando minha calça social e minha camisa de grife, mas o calor que emanava dela era uma fornalha, um incÊndio que o ge

