Capitulo 88 Continuação

1317 Words

O Marcos deu um sorriso amarelo, um espasmo de loucura. — Eu não sei... ele sumiu — ele mentiu na cara dura, a voz trêmula mas carregada de veneno. — Deve ter sentido o cheiro da tua ignorância e vazou. Aquele covarde não aguentou a pressão de viver cercado por bicho como tu, Golias. Ele é um cientista, não um carniceiro de favela... Eu não esperei ele terminar a frase. Segurei o pescoço dele com a mão esquerda, sentindo a traqueia do verme sob os meus dedos, e taquei a cabeça dele na parede de alvenaria com um tranco que parecia que ia derrubar o posto de saúde inteiro. O estalo do crânio batendo no tijolo foi seco, música pros meus ouvidos. O gesso descascou e o Marcos desabou de joelhos, zonzo, o olhar de "intelectual" se perdendo na dor lancinante. — Vou te perguntar pela última vez

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