O DESPERTAR NO NINHO DO GIGANTE: O ACERTO DE CONTAS A respiração dela tava calma agora, o peito subindo e descendo devagar, sem aquela agonia química de antes que parecia que ia estourar o coração da guria. O silêncio no quarto da Fortaleza era tão denso que eu conseguia ouvir o barulho do vento batendo nas telhas lá fora e o som da minha própria mente trabalhando no modo guerra. Puxei a poltrona de couro pro canto mais escuro do quarto, onde a luz do abajur de cristal não chegava. Sentei ali, relaxando a carcaça de cem quilos de músculo e cicatriz, e fiquei observando a guria. Peguei o maço de cigarro em cima da mesa de cabeceira, acendi um e dei um tapa longo, sentindo a fumaça invadir o pulmão e dar aquela acalmada nos nervos que tavam em carne viva. — Quem foi o desgraçado...? — sus

