A Sara deu dois passos pra trás, com a mão na boca, os olhos azuis parecendo dois faróis no meio da escuridão daquele posto. Ela tava atordoada, sentindo o peso do beijo que eu tinha acabado de roubar dela e a marra que eu ainda tinha, mesmo estando todo remendado feito retalho de costureira. Ela abriu a porta com a mão trêmula e deu o sinal pro meu braço direito que já tava esmurrando a parede lá fora. O Tubarão entrou que nem um trator desgovernado, quase derrubando o suporte do soro, com a cara toda branca, parecendo que tinha visto um fantasma saindo da cova. Ele parou do lado da maca, o peito subindo e descendo numa frequência de mil, e olhou pra mim como se não acreditasse que o Gigante ainda tava no plano terreno. — c*****o, patrão! Faz isso mais não, que o coração não aguenta, p*

