Capitulo 40 Sara

1978 Words

NARRAÇÃO: SARA Eu fiquei estática, congelada no meio daquele box imundo do posto, processando o veneno puro que as palavras da minha tia Zuleide injetaram no meu juízo. A náusea que eu sentia não era mais o efeito colateral daquela droga maldita; era o nojo visceral de saber que o sangue que corria nas minhas veias agora tinha o carimbo, o selo de autoridade do dono do morro. Cada batida do meu coração parecia um eco daquela voz grave dele, me lembrando que eu não era mais dona nem do meu próprio fôlego. — Por que, tia? — perguntei, a voz saindo embargada, trêmula, quase sumindo no ar viciado e quente do posto. — Por que o Marcos iria mentir pra mim desse jeito? Por que ele esconderia que aquele... que aquele homem foi quem me salvou? Zuleide parou na porta do box, segurando a bolsa vel

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