Alicia pov
Acordei morrendo de dor de cabeça, era como se eu houvesse dormido por dias, e não por v*****e própria, o que era terrível por que eu não fazia a menor ideia do que havia acontecido, e porque eu me encontrava desse jeito agora
A ultima coisa de que me lembro ? uma escuridão repentina, Carl gritando meu nome e logo a sensação dos braços dele em volta do meu corpo, me protegendo de uma queda
Em quanto estava em meus devaneios fiz força para me sentar, mas ao invés de acontecer como sempre acontecia, senti algo puxando meu braço, como o ambiente em que eu me encontrava estava escuro, fui tateando meu braço ate sentir o objeto que prendia meu braço junto com o ferro da cama, descobrindo ser uma algema, forçando meus olhos a se acostumarem com a escuridão observei o ambiente, pensando
CARALHO ONDE EU TO ?
Comecei a escutar passos no que eu acreditava ser o corredor, e que também se encontrava escuro, me arrumei em uma posição que me fizesse parecer estar dormindo, uns minutos depois os passos pararam e eu pude sentir a presença de alguém, como se estivesse me observando
— áli, eu sei que você ta acordada – disse uma voz que era muito bem conhecida por mim naquela altura do campeonato
— que d***a Carl, o que aconteceu ? – disse me arrumando de uma forma que eu conseguisse olhar a silhueta do garoto a minha frente – que m***a é essa ? por que eu estou algemada nessa cama ?
—me desculpa alicia você desmaiou, e meu pai não confiou que você é uma garota boa, ele disse que isso é para a segurança do g***o enquanto ele não fala com você pessoalmente, eu não consegui convencer ele do contrario, e alias harshel disse se que você teve uma queda de pressão ..... – comentou em quanto acendia uma lanterna, que no mínimo parecia precisar de novas pilhas por estar fraca
Parei de escutar o que ele dizia para mim quando escutei “queda de pressão” eles podem achar isso, mas eu e somente eu mesma sei do que se trata esse desmaio repentino que eu tive
— áli, esta me escutando ? esta com raiva de mim ? por que se estiver saiba que se você decidir ir embora eu estou mais do que pronto pra ir embora com você
Sai de meus devaneios mais uma vez e olhei diretamente para o xerife que se encontrava mais perto do que eu gostaria, a verdade é que eu estava um pouco chateada com o fato de ele ter deixado que isso acontecesse comigo, mas não podia culpa-lo
Como sabia que ele conseguia me ver com aquela luz mínima que saia de sua lanterna, dei um sorriso fraco e respondi ele em seguida
— quer que eu diga a verdade ? – disse pra ele com uma pitada de humor
— serio, você é estranha, me assustou ta bom – me disse enquanto fazia uma cara de preocupado, mesmo querendo rir por me chamar de estranha
— somos estranhos então meu querido, você não ta livre disso não – disse entrando na brincadeira do mesmo
Olhei nos olhos do xerife após meu olhos se acostumarem com a escuridão e então notei, eu estava fudidamente fodida, quando percebi já era tarde, ele veio para cima de mim e começou a me fazer cocegas
— CA....CARL....PA....PARA -disse entre gargalhadas que eu tentava controlar – COSquInhA não é DE deus NÃo ok
— para de gritar ô maluca – colocou sua mão em minha boca – vai acordar a prisão inteira desse jeito
Mordi a mão do mesmo para que ele tirasse elas de minha boca
— égua ! – disse segurando a mão e fazendo uma careta que misturava dor e espanto
— ninguém mandou colocar a mão na minha boca, eu sei lá onde que ela passou, vai que ela passou você sabe onde
— quanto drama al....
Ele parou de falar assim que escutou novos passos no corredor escuro – que eu resolvi apelidar de corredor da morte – por que afinal a gente nunca sabe o que tem em corredores escuros, principalmente em filmes de terror
Percebemos que os passos vinham na direção desse cômodo que eu ainda não sei qual é, Carl deitou na cama, especificadamente em cima de mim, o que eu achei bem desnecessário, afinal era uma aproximação perigosa e eu como uma ótima pessoa comecei a rir de desespero obrigando Carl a colocar sua mão novamente em minha boca, enquanto tentava não rir também, apagando a luz de sua lanterna para que não chamasse a atenção de quem quer que estivesse vindo até onde nós estávamos, quando olhamos para frente havia um cara de cabelos um pouco brancos parado na ”porta” segurando uma espécie de lampião em suas mãos, iluminando seu rosto e o ambiente em que estávamos
Carl e eu ficamos quietos no mesmo momento, eu por não saber quem era ou o que aconteceria agora e Carl aparentemente por saber bem o que aconteceria em seguida
Meu pensamento automaticamente foi
Quem é esse cara ?