MARY Meu coração está acelerado, minhas mãos estão suadas. Em breve, uma enfermeira me levará para ver a Maria. Será que minha amiga entenderá que roubar sua identidade foi a única maneira que encontrei de escapar daquele psicopata abusado? Conforme os minutos e as horas vão passando me sinto mais apreensiva. “Senhora, por favor, me siga,” diz a enfermeira, entrando na sala onde estou. Eu a sigo até um quarto bem iluminado, decorado com um jarro de flores frescas. “Tem vinte minutos,” ela informa, e eu aceno com a cabeça, me aproximando da cama. Maria está deitada, os olhos fechados em um descanso forçado. Lágrimas começam a escorrer pelo meu rosto enquanto a encaro. “Ela está bem?” pergunto, a voz falhando de tanta preocupação, sem desviar o olhar do rosto pálido da minha amiga. “Sim

