Analu O Cayo chega da oficina mais cedo que o normal, cara séria, celular na mão. Eu tô na cozinha fazendo suco pro Zyon, que tá no quarto desenhando. Quando vejo a expressão dele, paro tudo. — Amor… o que foi? Ele senta na cadeira, respira fundo. — O Léo mandou mensagem. Viu o mesmo carro preto rondando a rua de novo. Mesma placa que você viu antes. Parou uns minutos em frente ao prédio, depois foi embora. Essa coisa toda tá ficando muito séria. Meu estômago embrulha na hora. O medo que eu tava conseguindo empurrar pro canto volta inteiro, gelado. — De novo? Cayo… isso não é coincidência. Ele faz que sim, olhos escuros. — Eu sei. Pode ser paranoia, mas também pode ser o Humberto. Ou alguém mandado por ele. Eu pego o celular na hora, mãos tremendo. Não penso duas vezes. Disco o nú

