Analu Eu acordo com o sol batendo na cara, filtrado pela cortina fina que a gente ainda não trocou. O quarto tá quente, cheiro de café fresco vindo da cozinha, e o Zyon já tá pulando na cama como se fosse trampolim. — Tia Ana! Papai! Hoje é dia de sorvete com a mamãe! Ele grita isso com uma alegria que faz meu coração dar um pulo bom. Eu rio, ainda grogue, e puxo ele pro meio da cama. Cayo aparece na porta, caneca na mão, sorriso preguiçoso, cabelo bagunçado. — Calma aí, campeão. Primeiro café, depois sorvete. O Zyon pula no chão, corre pro Cayo e abraça as pernas dele. — Eu vou ver a mamãe! E vou contar pra ela dos desenhos! E que a tia Ana faz panqueca melhor que ninguém! Quem sabe ela aprende e faz também. Eu sinto um aperto bom no peito. Faz dias que a sentença saiu, e aos pouco

