O Dono do Tempo

1266 Words

Ethan King O primeiro feixe de luz da manhã de São Paulo cortou a vidraça da sala de estar, mas o que me trouxe de volta à realidade não foi a claridade. Foi o peso. Abri os olhos devagar, sentindo meus músculos protestarem levemente pelo improviso da noite. No meu peito, Christian dormia com a boca entreaberta, completamente apagado. E, logo acima dele, aninhada como uma joia preciosa e frágil no emaranhado de cobertores, estava Olívia. Um sorriso involuntário e de puro alívio surgiu nos meus lábios quando olhei para baixo e puxei o cobertor escuro que havíamos descido na noite anterior para cobri-la até os ombros. Ela estava ali. Não tinha fugido. O pânico silencioso que me corroeu a madrugada inteira — o medo de acordar e encontrar o corredor da ala de hóspedes vazio — evaporou por c

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