Olívia Depois de uma noite inteira repassando meus escudos mentais, acordei antes do despertador. Vesti meu terno social mais alinhado, prendi o cabelo em um coque firme e impecável e apliquei a maquiagem mais neutra que consegui. Eu precisava daquela armadura. Precisava agir normalmente, como se a cena na cozinha tivesse sido apenas um delírio febril da madrugada. Eu não sabia exatamente como funcionariam as coisas na mansão pela manhã — se haveria um café compartilhado ou se eu deveria esperar no meu canto. Mas no segundo em que abri a porta do quarto, pronta para o trabalho, descobri que não tinha escolha. Os irmãos já estavam na sala ampla do andar de cima, me esperando. Ambos vestiam ternos escuros sob medida, exalando o poder bruto de sempre. Quando meus passos ecoaram, os dois s

