sete

1291 Words
Luanne... Segunda, início de semana,o pesadelo todos os festeiros. E por mais incrível que possa parecer,não é o meu. Depois de um breve com Tati durante o café da mesma,sai em direção ao hospital,pois havia recebido um alerta de emergência. .... -- O que temos?__perguntei já na ala de emergência. -- Um acidente na rodovia principal a meia hora__pois é,cheguei no hospital em tempo recorde,antes de bater vinte minutos__ Batida de um carro contra outro,um deles rodou após o impacto e acertou um motociclista,que está em estado grave__relatou a Dra Menezes__ Você cuida dele__disse e eu assenti. Depois de mais alguns detalhes sobre o acidente,as ambulâncias chegaram,poucos minutos de diferença. -- Informações já disponíveis__falei pro paramédico que me acompanhava ao lado da maca. -- Homem branco, aproximadamente 22 anos, acidente de motocicleta,braço e perna esquerda quebrados, fratura não muito grave em três costelas do lado direito,possível traumatismo pela pancada com a cabeça no asfalto,e uma possível fratura na vértebra espinhal__de fato é caso muito complicado,se der sorte e depender dos meus esforços,ele sairá com vida dessa,mas com uma porcentagem não muito alta,a favor dele sair andando. -- Preparar sala de cirurgia sete!__falei indo me preparar o mais rápido possível. A cada minuto que se passava,mais aumentava as chances do rapaz nunca mais voltar a andar. .... A cirurgia foi um sucesso, apesar das duas longas horas cansativas,foi muito bem sucedida. Porém ainda não posso afirmar que ele recuperar os movimentos das pernas,precisarei de breves testes quando o mesmo acordar,mas creio que com a fisioterapia ele voltará a correr logo. O resto do meu dia foi bem calmo,sem mais nada tão relevante para ser feito. Por milagre ou seja lá o que for,ainda não tive o prazer de ver a cara do Carlos,mais deixa isso quieto. Dado o meu horário por hoje,peguei minha moto e me pus na direção de volta pra casa. Eram pouco mais de oito da noite,e durante o caminho meu celular começou a tocar,ignorei pensando em checar somente quando estivesse em casa. Porém a insistência estava grande,então estacionei a moto para ver quem era. m*l terminei de ler as mensagens e voltei o mais depressa possível pro hospital. -- Entendi o caso,mas não tem outro cirurgião disponível não?__perguntei só pra confirmar. Eu estava de verdade, muito cansada,os acontecimentos de hoje não pegaram leve comigo em nenhum momento dia praticamente. -- Não,eles estão em sala de cirurgia nesse momento,e o único disponível é um amigo mais do que próximo da família do paciente. -- Ok então,já que não há outro jeito__falei seguindo pra sala de preparação pela segunda vez no dia. .... Cheguei em casa praticamente morta,acho que posso usar essa conjugação. Deixei meus equipamentos de trabalho sobre a mesa de centro, derrubando não sei o que,que estava sobre ela,e literalmente,cai sobre sofá já me apagando logo em seguida. Ouvi alguém falando algo,mas o cansaço era tanto,que nem dei tanta atenção. Mas como a pessoa é muito insistente,conseguiu me despertar,e só aí me dei conta de que era Tati. Contra muito gosto,e com a ajuda dela subi pro quarto,onde depois de um banho,cai sobre a cama relatando pra ela como foi o meu dia. Sempre que perco um paciente,eu fico bem pra baixo,mas nada que eu não supere com rapidez. Isso é algo que eu posso me orgulhar,nunca deixo minhas emoções me afetarem,pelo menos nunca deixei até hoje. Não sei por quanto tempo fiquei conversando sobre isso com a minha irmã,não sei se ela ficou comigo ou se foi pro seu quarto,eu só sei que apaguei pouco depois,caindo em sono profundo. (....) Esses últimos dias tem sido bem produtivos pra mim,não só em relação ao meu trabalho,mais também em relação aos novos contatos,ou melhor dizendo,o "novo" contato. Pra aqueles que ainda estão na dúvida,eu estou me referindo ao chefe gato da minha irmã. A gente se aproximou bastante desde o dia que ele apareceu aqui em casa. Não que Tati precise saber,mas a gente anda tendo alguns encontros, porém nada sério,até porque,essa não é a minha idéia,não estou querendo um relacionamento,e pelo pouco que conheço dele e consigo perceber,ele pensa o mesmo que eu. Quinta, é um dos melhores dias da semana pra mim,pois avisa que o fim da mesma está mais do que próximo,o que significa,farra com os meninos. Ainda não temos nada marcado,mas tenho total certeza que eles arrumam algo até lá. Sem muito porque,me levantei mais cedo que o costume hoje,antes mesmo do despertador em pessoa,que eu me vejo obrigada a chamar de irmã. Tomei um banho calmo de poucos minutos,saí do banheiro indo até meu closet pegar algo pra vestir. Como hoje eu estaria mais atenta aos novos residentes,não me preocupei tanto em estar tão a carácter. Então peguei uma calça jeans clara, quase branca,uma camisa social da mesma cor,calcei meus tênis baixo também branco,deixei os cabelos soltos depois de passar um pente por eles,e desci,na intenção de deixar um café pronto pra Tati. -- Caiu da cama,foi?__Tati perguntou se sentando a mesa que já estava pronta. Não fiz muita coisa, somente o básico mesmo,como salada de frutas,algumas panquecas e torradas,o café preto que ela tanto ama, e um pouco de leite. -- Eu até negaria,mas eu acho que foi isso mesmo__falei abrindo um sorriso e pegando uma pequena porção da salada de frutas. -- Aconteceu algo?__ indagou curiosa. -- Não,por que? Parece que algo aconteceu?__devolvi ainda sorrindo. -- Sei lá,você anda... diferente,nesses últimos dias,mais alegre,me atrevo a dizer__lhe lancei um olhar do tipo que fala "ficou doida e eu só me dei conta agora?"__ E isso é algo bom. -- A que se refere?__ não me contive e soltei a pergunta. -- A nada de muito importante,só que você está com o humor lá mas alturas__sorriu terminando seu café e assim saindo da mesa__ Vejo você mais tarde__disse saindo por fim em destino ao seu trabalho. -- Nos vemos__falei indo pegar minha maleta e fazendo o mesmo que ela logo em seguida. .... O dia de trabalho hoje,além de calmo,foi bem curto e sem nenhum problema. Consegui ser liberada antes das cinco da tarde,e sem nada pra fazer,decidi dar uma volta pelo parque nacional. -- Eu até diria que é uma surpresa te ver por aqui__disse Eduardo aparecendo,sabe-se Deus de onde__ Mas imagino que você não acreditaria. -- Acertou em cheio__falei o óbvio,até porque eu tenho certeza que deve ter mexido uns palsinhos pra saber com exatidão onde eu me encontrava. Ficamos conversando banalidades por um tempo bem longo,ao meu ver,o chamei pra me acompanhar até em casa,coisa que o mesmo não exitou em aceitar. -- Fica a vontade__ disse lhe dando passagem pra adentrar o meu lar__ Vou ali tomar um banho,e se precisar,pode subir__ pisquei pra ele que abriu um sorriso__ Deixarei o quarto com a porta aberta,assim ficará bem fácil de achar o certo__completei subindo por fim. Como o prometido,deixei a porta aberta,e já fui me despindo em direção ao banheiro,onde tomei um banho bem demorado,só pra aliviar um pouco da tensão que estava sentindo. Não fiquei nenhum um pouco surpresa ao encontrar o chefe gato da minha irmã,sentado em minha cama,quando sai do banheiro enrolada apenas em uma toalha. -- Precisa de algo?__perguntei, lembrando do porque disse pra ele subir. -- Não verdade não__ disse enquanto me analisava__ Acho que já encontrei o que procurava__sorriu ao completar. -- Isso é algo muito bom__falei entrando no jogo e me aproximando dele__ Assim você não vai precisar de ajuda para procurar__disse me sentando em seu colo,e o mesmo me apertou pela cintura. -- O que você pensa que está fazendo?__perguntou se fazendo de inocente. -- Shh__disse colocando o dedo indicador nos lábios dele__ Calado você fica mais atraente__sussurrei deixando a toalha cair e tomando seus lábios com certa possessividade logo em seguida.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD