Prólogo

223 Words
— Já cuidou de crianças? — questionou, analisando meu currículo falso. — Sim — tentei soar convicta para ele não suspeitar de nada. Olhei ao redor, observando o escritório com mobília simples. Uma estante de livros na cor mogno, a mesa no mesmo tom, notebook, alguns documentos espalhados por ela e dois retratos dele com a filha e a esposa. Pude ver de relance mesmo que não estivesse bem no meu campo de visão por eu estar de frente para sua mesa. — Certo, foi minha sogra quem te recomendou — Marcos passou a mão direita pelos cabelos escuros e sedosos — Acho que não tenho outra escolha a não ser aceitar. — Pode confiar em mim — respondi com um sorriso que julguei ser natural. — Meu trabalho é home office não sei se isso te incomoda — ressaltou a informação que eu já sabia pela minha contratante. O que dificultaria um pouco a situação, mas uma vez que estivesse dentro da casa. Podia dar um jeito. — Sem problemas — ele me encarou por mais alguns segundos, antes de levantar da cadeira e me estender a mão. Mal sabia que eu não estava ali só para ser babá. E se tudo desse certo, meu nome seria conhecido em todo o Brasil como a detetive feminina mais promissora de todos os tempos.
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