Capitulo 16 - A verdade

1008 Words
​Após constatar a verdade absoluta nas telas dos computadores, Leona não conseguiu ficar trancada nas quatro paredes do apartamento em Copacabana. A armadura da Fênix, forjada por Matteo Aparazzo com tanto gelo, estava rachada. Ela precisava do ar da noite, precisava rastrear a única sombra que importava. ​Usando suas habilidades de infiltração, ela seguiu os rastros discretos deixados por Lorenzo. O caminho a levou até um casarão abandonado e isolado no alto de Santa Teresa, um refúgio estratégico com vista panorâmica para as luzes do Rio de Janeiro. ​Leona entrou pelas janelas sem vidro, movendo-se como um vulto ruivo na penumbra. O lugar cheirava a poeira e mato, iluminado apenas pelos feixes da lua cheia. Seus sentidos táticos apitaram. Ela sabia que ele estava ali. ​De repente, uma silhueta imensa bloqueou sua retaguarda. Lorenzo surgiu do nada, desferindo um golpe horizontal com o braço para imobilizá-la. Leona, reagindo por puro instinto de defesa, abaixou-se rapidamente, girou o corpo e desferiu um chute tático direto na costela dele. ​Lorenzo bloqueou o impacto com o antebraço, sentindo a força absurda que ela agora carregava. Um sorriso audacioso brotou em seus lábios na escuridão. ​— Você continua me caçando, Fênix? — ele provocou, a voz rouca ecoando pelas paredes de pedra. ​— Eu vim terminar o que começamos no escritório — Leona respondeu, avançando com uma sequência de socos rápidos e precisos na altura do peito. ​A luta corporal recomeçou, mas agora a energia era completamente diferente. Não era mais sobre desconfiança; era uma colisão de técnica, poder e uma eletricidade sufocante. Lorenzo esquivava-se dos golpes com a fluidez de um felino, usando o espaço para cercá-la. Leona tentou uma rasteira giratória, mas Lorenzo antecipou o movimento, segurou-a pela cintura com suas mãos grandes e firmes e a puxou contra o seu corpo com força total. ​O impacto uniu os dois p****s em uma batida violenta. Leona ergueu o braço livre para desferir uma cotovelada, mas Lorenzo prendeu o pulso dela acima da cabeça, prensando-a contra uma pilastra de concreto rústico. A respiração de ambos estava descontrolada, misturando-se no ar quente da noite carioca. ​— Chega de lutar contra mim, Leona — Lorenzo sussurrou, o olhar fixo nos lábios dela, os corpos colados de forma que ela podia sentir a rigidez dele através dos trajes. — Eu sei que você já sabe. Eu vi quando você cancelou o envio para Tóquio. ​A menção à descoberta quebrou a última resistência de Leona. Os olhos azuis da Fênix se inundaram de uma intensidade avassaladora. ​— Por que você não me contou antes? — ela perguntou, a voz falhando pela primeira vez, expondo toda a saudade e a dor acumulada por cinco anos. — Por que me deixou pensar que... ​— Porque eu precisava sobreviver para voltar inteiro para você. Eu nunca te traí, ruiva. Nunca. ​Aquela confissão foi o estopim para o fim da luta. O combate físico se transformou instantaneamente em um desejo incontrolável. Leona livrou as mãos do aperto dele e, em vez de atacar, enlaçou os braços ao redor do pescoço musculoso de Lorenzo, puxando-o para um beijo faminto, urgente e devastador. ​Lorenzo soltou um gemido grave, devorando a boca dela com uma possessividade selvagem. Suas mãos grandes desceram pelas costas nuas da Fênix, rasgando o tecido do vestido vermelho na lateral para ter acesso direto à pele quente dela. Ele a ergueu do chão com facilidade, e Leona entrelaçou as pernas ao redor da cintura dele, colando sua i********e diretamente contra o quadril rígido de Lorenzo. ​Ele caminhou com ela sem romper o beijo até um canto do casarão, onde um colchonete tático estava estendido no chão. Lorenzo a deitou com cuidado, mas sem perder o ritmo do desejo. Ele tirou a jaqueta de couro e desabotoou a camisa preta, revelando o peito largo, musculoso e marcado pelas cicatrizes da explosão do passado — cicatrizes que Leona beijou uma a uma com ternura e lágrimas nos olhos, curando a alma do seu Fantasma. ​O calor no ambiente subiu de forma absurda. Lorenzo despiu Leona lentamente, admirando as curvas ainda mais esculpidas da ruiva sob a luz do luar. ​— Meu Deus, você está ainda mais linda, minha Fênix — ele murmurou, a voz arrastada de desejo. ​Com os corpos totalmente nus, a química que o tempo não foi capaz de apagar explodiu. Lorenzo começou a tocá-la, trabalhando os dedos com a mestria de quem conhecia cada ponto de prazer de Leona, deixando-a completamente manhosa e lubrificada. Ela arqueava o corpo, cravando as unhas nas costas musculosas dele, implorando em sussurros para que ele a possuísse de verdade. ​Quando Lorenzo finalmente se posicionou e introduziu seu m****o por completo, Leona soltou um gemido alto, ecoando pelo casarão abandonado. A sensação de preenchimento e conexão foi tão avassaladora que ambos fecharam os olhos, entregando-se ao ritmo intenso. Lorenzo ditava o ritmo com estocadas firmes, profundas e ritmadas, segurando a cintura dela com força, enquanto Leona se movimentava por baixo, completamente perdida no clímax. ​O suor colava seus corpos enquanto eles atingiam o ápice juntos, uma, duas, três vezes na calada da noite, descarregando em orgasmos explosivos que selaram de vez a reconciliação e a aliança indestrutível entre o Fantasma e a Fênix. ​Horas depois, deitados de conchinha sob o cobertor tático, a respiração de Leona estava calma, enroscada no peito de Lorenzo. Ele fazia carinho nos longos cabelos ruivos dela, mantendo-a protegida em seu abraço. ​— Nós vamos derrubar a Lia juntos — Leona afirmou, a voz firme, o olhar focado no horizonte através da janela aberta. ​— Juntos — Lorenzo concordou, beijando o topo da cabeça dela. — Ninguém vai nos separar de novo. ​Mal sabiam os dois que, enquanto se entregavam ao amor e traçavam seus planos, o jatinho particular de Matteo Aparazzo cortava os céus em direção ao Rio de Janeiro, trazendo a tempestade tática que colocaria aquela união sob o teste definitivo.
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