capitulo 4 -A despedida

1285 Words
Lorenzo Gabriel pegou as chaves, a carteira e correu para a garagem. Entrou em sua nova máquina, uma Range Rover preta 4x4 perfeita para pegar a estrada, e deu a partida. Fazia pouco tempo que tinha comprado aquele carro e ele m*l podia esperar pelo dia em que a Leona completaria 18 anos para poder dirigi-lo também. Pensar que o aniversário dela seria em poucos dias, mas que infelizmente ele talvez não estivesse presente, trouxe um aperto enorme em seu peito. Sentindo-se triste, Lorenzo balançou a cabeça: "Não, eu vou dar um jeito de encontrá-la com certeza, ou farei uma surpresa para ela." Decidido a afastar os pensamentos ruins, piso no acelerador. Aquela máquina voava e, em poucos minutos, ele estacionava em frente à mansão Sertone. ​Ele buzinou algumas vezes. Quem apareceu na porta primeiro foram os pais de Leona, ostentando rostos não muito amigáveis. Cumprimentaram Lorenzo apenas por educação e, no mesmo instante, o pai dela pegou o celular — provavelmente já ligando para a chiclete da Lia. Logo atrás, Leona saiu de casa e, em um tom de voz um pouco mais alto para deixar claro que já era quase dona do próprio nariz, avisou: ​— Pai, não me espera para o jantar! ​Ela veio em direção ao carro toda sorridente. Lorenzo desceu para recebê-la e a ruiva veio correndo, jogando-se direto nos braços dele. ​— LG, que saudade! — ela exclamou, apertando-o em um abraço tão forte que Lorenzo sentiu todo o corpo dela colado ao seu. ​Ele sentiu a respiração dela, o coração batendo acelerado e aquele perfume maravilhoso de baunilha misturado ao hidratante. Encostado no carro, com Leona de frente para ele, Lorenzo confessou a si mesmo que estava bem difícil controlar a tensão física... ainda mais com os "Pitbulls" dos pais dela vigiando tudo da janela. Sem resistir, Lorenzo deslizou uma das mãos até a cintura dela, enquanto a outra subiu para o seu pescoço. Ele enterrou o rosto ali, dando um cheiro demorado em sua pele e sussurrando no ouvido dela: ​— Amo esse seu cheiro... ​Leona se arrepiou inteira com o toque. Com uma voz mansa e dengosa, ela olhou para ele com olhos meigos e pediu: ​— Para, LG... Estou na frente da casa dos meus pais e eles são superchatos e rigorosos. ​Lorenzo Gabriel deu um sorriso de lado, assumindo seu ar mais safado enquanto mordia os lábios, fixando o olhar diretamente na boca dela. ​— Você é muito safado! — Leona protestou, dando uma tapa leve no braço dele. ​Em resposta, ele a puxou para mais perto, distribuiu mais um beijo ardente em seu pescoço e murmurou: ​— Você que me deixa assim... ​— Podemos ir? — ela perguntou, tentando recuperar o fôlego. ​— Calma, só um minuto... Não estou conseguindo sair daqui agora — Lorenzo respondeu, apontando discretamente para baixo. ​Leona olhou, entendeu a situação e cobriu a boca com a mão, chocada e rindo. ​— LG, não acredito! ​— Xi, não olha agora, Leona... Seus pais estão vindo para cá — Lorenzo disfarçou rápido, endireitando a postura enquanto os donos da casa se aproximavam. ​— Oi, Lorenzo. Por que não entra um pouco? — convidou o pai de Leona. ​— Olá, tudo bem, Sr. Sertone? Obrigado pelo convite, mas já estamos de saída. O horário do filme está em cima — Lorenzo respondeu com toda a sua educação de berço. ​Rapidamente, ele abriu a porta do carro para Leona, que entrou num piscar de olhos. Lorenzo deu a volta, assumiu o volante e arrancou dali a caminho do cinema. Entre os dois não havia segredos; ela tentou puxar assunto e disfarçar até que a situação física dele melhorasse e eles pudessem relaxar. ​Assim que chegaram ao estacionamento do shopping, ambos tiraram os cintos de segurança. Mas, antes que Leona pudesse abrir a porta, Lorenzo a puxou delicadamente pelo braço e a encarou com intensidade. O coração da ruiva disparou. ​— Leona... eu preciso de você. Me ajuda? — a voz dele saiu em um tom bem mais baixo que o normal. ​Ela o olhou séria, pronta para fazer qualquer coisa por ele. ​— Depende... ajuda com o quê? ​— Preciso de uma massagem nos ombros, por favor. Estou quebrado do treino — ele pediu, soltando uma risada descontraída. ​Leona começou a rir alto, aliviada. ​— Ainda bem que é só uma massagem! ​— O que você achou que era, hein? — Lorenzo perguntou, arquivando a sobrancelha com um sorriso provocativo. ​— Não pensei em nada e não quero pensar em nada! — ela rebateu, corando. ​Lorenzo levou a mão ao rosto dela, fazendo um carinho terno na bochecha que a deixou ainda mais vermelha, fazendo-a segurar a mão dele contra a sua pele. Quando Leona finalmente desceu do carro, o movimento fez o moletom descer um pouco, e Lorenzo avistou a marquinha perfeita do bronzeamento artificial dela. Ele a puxou por trás em um abraço apertado e sussurrou bem perto do seu ouvido: ​— É muita maldade comigo, né? ​Leona sorriu, entregue ao momento. Sem que ela percebesse, Lorenzo puxou o celular, tirou uma selfie linda dos dois juntos e postou direto no status de suas redes sociais, marcando a ruiva com um emoji de coração e uma única palavra: "Perfeito". ​A partir dali o cinema ficou em segundo plano. Eles caminharam pelo shopping de mãos dadas, trocando olhares cúmplices e sorrisos bobos. Lorenzo a abraçava a todo momento e, por ser muito maior e mais forte que ela, brincava de erguê-la no colo e girá-la no ar. Eles se divertiram na área de jogos e no boliche como duas crianças, até que o cansaço bateu e eles caminharam para uma parte mais reservada e silenciosa do shopping. Lorenzo a envolveu em seus braços, prendeu-a contra o peito e desabafou com a voz embargada: ​— Eu nunca quero te perder, Leona. E nunca quero perder a nossa amizade..., mas eu realmente preciso passar esse tempo fora. ​Leona ergueu os olhos azuis, encontrando os dele. Uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto, seguida por outra. Sentindo o peso da despedida e o medo de que aquela fosse a última vez que o veria em muito tempo, ela se aconchegou ainda mais naquele abraço forte. ​— Sempre. Para sempre — ela prometeu, num sussurro. ​Lorenzo a segurou firme. Os corpos estavam colados, os corações batiam no mesmo compasso e os olhos azuis de ambos entregavam que estavam perdidamente apaixonados um pelo outro. Ele acariciou o pescoço dela, fez um cafuné carinhoso e uniu seus narizes em um doce beijo de esquimó. Em seguida, iniciou um selinho demorado nos lábios dela. Leona retribuiu o toque, ficando na ponta dos pés para alcançá-lo. Foi o limite para Lorenzo. Ele a pegou pela cintura, ergueu-a com facilidade e a sentou em cima do parapeito do corredor reservado, tomando a boca dela em um beijo intenso, profundo e cheio de desejo. ​— Você é demais, Leona Sertone... Tudo que eu sempre desejei para mim — ele disse entre o beijo, com a respiração arfante. — Fica comigo. Casa comigo... Eu te espero o tempo que for. ​Quando os dois finalmente recuperaram a lucidez, perceberam que o shopping já estava com as luzes se apagando e a sessão de cinema já tinha terminado. Eles estavam em outra sintonia, completamente imersos em juras de amor. ​— Eu também te espero o tempo que for — Leona declarou, olhando no fundo dos olhos dele. ​Eles voltaram a se beijar ardentemente.
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