ADAM Mas ele está morto. Morto! Não posso questioná-lo e nem socar sua cara de menino rico. Percebo que já está anoitecendo e paro em um lugar que eu nunca pensei em pisar. Espero o guarda se ausentar e entro com uma certa dificuldade. Como os movimentos ainda lentos, levo um tempo para achar o que procuro. Me sento na grama e encaro a grande lápide. — Eu só queria saber porque você me odiava tanto. O que foi que eu te fiz? Seu riquinho de merda! — Resmungo com a voz arrastada. Aponto para a lápide. — Você sempre soube que eu amava ela! Eu te contei! Eu me abri para você, acreditei que fosse meu amigo. — Sorrio em meio às lágrimas.— Você sabia! E, no entanto, você tirou ela de mim. Cara, se você não estivesse

