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HELENA NARRANDO Eu sempre disse que meu filho só me liga cedo quando é coisa séria. E quando atendi o telefone naquela manhã, ainda dentro do carro com o motorista, ouvindo a cidade acordar, eu soube que vinha pedido grande. Não era tom de trabalho. Não era tom de CEO. Era tom de… Davi. O Davi menino. O Davi que confia em mim mais do que confia em qualquer outra pessoa no mundo. Ele me pediu sem enrolação, sem explicação que eu passasse no shopping antes de ir pra casa dele. Pediu uma bolsa. Caríssima. De marca específica. E pediu um celular. O melhor, o mais caro, o último lançamento. Não explicou o porquê. Não precisou. Mãe sabe quando o filho tá fazendo algo com o coração na frente da razão. Eu desliguei o telefone sorrindo. E pensei: “Meu Deus… ele tá apaixonado.” E eu fui. O shop

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